21 de Julho de 2008

Todos os filmes do grande Van Wilder são um deleite. Aliás eu ainda não vi nenhum mau e a julgar pelo que fez em Blade, será um excelente Deadpool em Wolverine. Ryan Reynolds depois de ter feito uns filmes fora do seu trajecto normal (Smokin Aces, The Nines) volta ao género de comédia.

 

A história segue um pai que está prestes a divorciar-se e tem uma filha, diga-se de verdade, que é esperta demais para a sua idade. Com a curiosidade natural ela quer saber porque é que o pai se apaixonou pela sua mãe e porque é que se separaram. Com ele acabamos por percorrer todo um periodo que nos é familiar. Pelo menos é-o para mim que acompanhei essa história recente de Bill Clinton/ Monica Lewinsky.  Nesse percurso de política, Ryan tem 3 grandes amores, pelos quais se perde e se encontra, vezes sem conta, como parte de um jogo onde a filha terá de no final adivinhar quem é a sua mãe.

 

Muito poderoso com sentimentos de dor, de carinho, de sorrisos e de comédia. Quando é comédia é a tal de um desbocado que conhecemos como Ryan Reynolds, que sem qualquer sentimento gay à mistura posso dizer: eu amo este “gaijo”! Mas o filme não vive só dele. Desta vez, vem muito bem acompanhado por Abigail Breslin (Little Miss Sunshine que faz de filha dele no filme) e pelas três mulheres que amou: Elizabeth Banks, Isla Fisher e Rachel Weisz. 

 

8/10

 

publicado por Ricardo Fernandes às 20:38 link do post
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21 de Julho de 2008

Volta e meia é bom ver um filme para rir e goste-se ou não, ver filmes com Ashton Kutcher e Cameron Diaz é certinho que não se vão sentir defraudados. Quando falo de Ashton Kutcher é certo (bom pelo menos nas comédias românticas, que o dos “Mitch’s” não prestou para nada), de Cameron nem sempre, mas sendo a todos os “Diaz” a desculpamos pelos maus filmes (eu sei... não resisti).

 

 

A comédia para mim, não pode ser parva na totalidade. Se eu me vibrava com o Aeroplano ou Onde é que pára a polícia, a verdade é que isso nunca me aconteceu com filmes como Scary Movie, Meet The Spartans ou o novo Superheroe Movie. Hoje em dia a comédia, tem de estar carregadinha de doses de ironia e se possível momentos negros (não é o caso aqui). Claro que volta e meia calha bem, uma ou outra cena completamente “nonsense” mas sempre é fazer alguém desesperar.

 

O filme acaba por ser um hino, no que respeita a essa grande lei do universo que nos diz: os opostos... Jack (Kutcher) é um irresponsável, trabalha para o pai, tem casa, mas não faz nada na mesma e foge a 7 pés de compromissos. Joy (Cameron) pelo contrário é certinha. Faz tudo para o namorado tem boas hipóteses de carreira e anseia por casar-se. Quando eventos importantes alteram a vida dos dois por completo, resolvem comemorar indo para Las Vegas cada um com o seu melhor amigo (Rob Corddry e Lake Bell, para cada um e que estão muito bem nos seus papéis) e o destino resolve junta-los no mesmo quarto. Depois de uma noite de bebedeiras e folias, acordam no dia seguinte casados (tipico Las Vegas) e logo quando se querem separar, Kutcher ganha o primeiro prémio em slot machines com uma moeda de Cameron. Sem conseguirem dividir o dinheiro o juiz ordena que se mantenham casados durante 6 meses a viver uma vida de casal.

 

O final, obviamente já toda a gente adivinha, mas o entretanto é muito delicioso.

 

7/10

publicado por Ricardo Fernandes às 20:23 link do post
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10 de Julho de 2008

 

Eu canso-me de tanto falar nisto e digo sempre que não vou ver, mas eventualmente há um outro filme que escapa e as expectativas sobem em demasia (Damn you Trailer Makers!). Ver um filme Shyamalan é sempre motivo de empolgação. O tipo é bom. É mesmo, muito, muito bom! Excelente contador de histórias, fenomenal atrás da camera e “re-descobre” (e descobre também) actores como ninguém.  Eu sou daqueles que adorou o “Lady In The Water” portanto...

 

Para este a premissa foi o melhor do filme. Utilizou-se até nos cartazes apontamentos que esta história fizesse parte de algo muito maior, com frases como “Primeiro sentimos, depois vimos os sinais, agora... está a acontecer”. Seria sinónimo de uma trilogia, mas tal não se sucedeu. E depois de um brilhante trailer, quase... foi a desilusão completa.

 

Quase! Não totalmente! Metade do filme é espectacular. Há realmente uma incerteza no que está a acontecer. Pessoas morrem por todo o lado, de maneiras verdadeiramente chocantes (relembro aqui o salto de prancha que fazem os trabalhores de um prédio), ninguém sabe o que está a acontecer e pensa-se em tudo desde ataques internos a terrorismo biologico. O clima é de um verdadeiro 11 de Setembro. No entanto a meio do filme alguém lança uma teoria para o ar e acerta na “mouche”. A partir daí com o tal “twist” descoberto nada mais há por que esperar. Entramos numa monotonia de filme onde a mensagem até é engraçada, mas não causa o impacto que podia ter causado.

 

Outras duas razões para não ter funcionado, foram John Leguizano e Mark Wahlberg. O primeiro não tem culpa nenhuma, provavelmente a única culpa foi a de ter aceite o papel. É muito pequeno e sem muita relevancia na história, o que faz com que seja apenas uma cara conhecida entre tantas. Agora Mark Wahlberg? O que é lhe passou na cabeça para aquela representação de... falsete? É que é mesmo má! Se ao inicio aquilo parece normal numa sala de aula por estar a falar com miúdos, ao longo do filme é desesperante. Quem o viu em “We Own The Night” ou no brilhante The Departed, fica a pensar na desgraça que é a actuação deste tipo aqui. E o indiano? Que raio se passou na cabeça deste tipo para deixar passar isto? A única escolha acertada é Zooey Deschanel que faz de mulher de Wahlberg. É uma personagem aluada, desconexada e típica do feminino em Shyamalan. É alguem a ter em conta no futuro (e no proximo de Shyamalan certamente, uma vez que reutiliza vários actores).

 

Em suma, esperava mais dele e fiquei bastante desiludido por não ter um twist final que sempre me habituou...

 

7/10 – Porque a primeira metade vale a pena.


P.S. – Será que o indiano se esqueceu do Twist?

publicado por Ricardo Fernandes às 20:09 link do post
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07 de Julho de 2008

Aguardava com algum interesse o novo de Will Smith. Não só porque tinha... claro aquela oscarizada actriz de novo Charlize Theron, mas porque o trailer me interessou. Um super-herói bêbado não é usual e essa premissa permitia uma noite de gargalhadas profundas.

 

Ora enganei-me. Hancock, não passa de um filme com alguns momentos engraçados, com efeitos especiais que não são extraordinários embora cumpram a sua função, e com dois bons actores a tentar fazer o que podem para um argumento de caca!

 

Hancock é um super-herói sem memória e de quem ninguém gosta. Cheio de dor embebeda-se todas as noites, o que apenas faz com que faça mais porcaria. Num dos seus “salvamentos” que mais parecem atentados à vida, Hancock, conhece um relações públicas que lhe vai proporcionar o caminho para ser um homem melhor. Melhor... vamos ver, pois este salvamento vai alterar a sua vida por completo.

 

6/10 – Só Charlize se salva no fato preto!

publicado por Ricardo Fernandes às 19:16 link do post
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07 de Julho de 2008

A dúvida a escrever este filme é se o vamos comparar ao primeiro ou não. É um problema, pois é impossível falar de um sem tocar no outro... Decidi só falar do segundo, mas como tenho de tocar no primeiro... que seja em Jennifer Connely que é mais bonita e muito mais actriz que Liv Tyler.

 

Polémicas à parte, creio que não podiam escolher melhor pessoa para Banner. Edward Norton é aquele tipo, que (pelo menos pensamos nós, machos!) se levar uma chapada nas costas desmancha-se, ao passo que Hulk é... pronto. É o Hulk. Esta dualidade foi sempre muito patente, nos primeiros desenhos e se eu não via isso em Bana... “ops”, pelo menos vejo com Norton. Vejo uma história com muita acção com uma história aliciante e mesmo introspecção a nível dos dois personagens principais: Hulk e Banner. Vejo piadas, vejo uma Liv Tyler sexy e um general (William Hurt) mau como as cobras. Vejo até uma luta espectacular no final do filme entre o abominável (Tim Roth) e a nossa criatura verde!

 

Se Norton interferiu demais no filme e reescreveu o guião vezes sem conta e o resultado foi este, que o faça sempre. Gostei do filme, gostei mesmo muito!

 

08/10 – Muito melhor que o seu antessessor (ops... eu disse que não falava).

publicado por Ricardo Fernandes às 19:05 link do post
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07 de Julho de 2008

Graças a Deus, não fui ver o filme com o nome mais longo que me recordo ao cinema. Eu não desgostei do filme, mas houve alturas em que fechava os olhos no sofá. Penso até que cheguei a acordar com o meu próprio ressonar... o que, temos de admitir, é um feito!

 

O assassinato de Jesse James pelo cobarde Robert Ford, é um bom filme, tem as ideias no sitio, mas é demasiado estático. Ao contrário de  “No country for old man” que por vezes também parece que não arranca, mas quando arranca é para chocar! Aqui não, tenta-se penetrar nas almas dos personagens e por muito que se louve essa intenção... a verdade é que o bocejo começa a chegar... e por fim ataca mesmo! Claro que Brad Pitt e Casey Affleck estão gloriosos nos seus papéis, principalmente este ultimo e se há algo a apontar não é a estes, mas sim à longevidade do mesmo que permite tanto tempo morto.

 

Um bom filme que não foge à história que lhe dá origem, mas que podia ser mais curto e mais mexido.

 

6/10 – Porque me fez adormecer.

 

publicado por Ricardo Fernandes às 18:55 link do post
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18 de Junho de 2008

 

Quando a Marvel anunciou Ironman, fiquei um pouco receoso. Não é que goste ou desgoste, mas olho para qualquer fruto da Marvel, como se fosse família e na sequência de uma “Guerra Civil” onde a sua imagem estava do “lado errado” da equação, temi que o filme não tivesse qualquer sucesso. Como me enganei... Estilo, confiança e piada são alguns dos atributos sobre os quais assenta este grande filme.

 

No seu primeiro filme (como produtores e donos de todos os seus direitos) a Marvel sonhou alto e contratou do melhor que o mercado tinha a oferecer. Seja em actores, realizador (Jon Favreu... e que belo actor transformado em realizador), equipas de efeitos especiais e principalmente um bom argumento... Como muitos primeiros filmes de um super-herói este versa sobre a sua origem. E em vez de se arrastar numa constante lengalenga de insegurança, de duvida e de como vai arcar com esta nova responsabilidade, este é um herói que tem como base moral de sustento ser imensamente rico... A arrogância e inocência de um rico é de facto uma mais valia para a personagem de Robert Downey Jr.

 

Ironman oferece-nos então uma história de como um dos maiores génios da humanidade, dedica a essa exuberância mental a desenvolver armas. O fruto é uma vida de playboy, de irresponsabilidade, de excessos até... ser raptado e forçado a criar armas para aqueles cujas invenções se destinavam a combater. Na sua fuga, Tony Stark (RD Jr) inventa um fato para o proteger. O fato é o protótipo do que mais tarde vem a ser a armadura que todos conhecemos, mas o que se segue depois da fuga até ao fato final a nível de história, é do mais brilhante que vi numa sala de cinema. Porventura é também o mais criticado, por ter um ritmo mais lento. Para mim foi um deleite ser “assolapado” pela mestria RD Jr nas telas, na medida em que através de tentativa e erro me fez rir como nunca.

 

A acompanhar este grande artista da sétima arte, esteve Gwyneth Paltrow como Pepper Potts, onde embora não espante acaba por acompanhar Robert Downey Jr., Jeff Bridges e ainda Terrence Howard que é capaz de ter uma das cenas mais lindas deste filme (claro que falo da cena eu não vou beber e depois está a ver o strip tease das hospedeiras).

 

No fundo e fora o clímax final ter sido um pouco aquém das expectativas, este foi um inicio de rompante da Marvel, que já com Hulk nas salas de cinema, parece saber o que está a fazer. No próximo certamente teremos um Iron Man mais.... activo!

 

9/10 - Até agora , nos quadradinhos é o filme do ano... esperemos por The Dark Knight!

publicado por Ricardo Fernandes às 20:57 link do post
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16 de Junho de 2008

Voltar a ver Indiana Jones no cinema após tantos anos é sempre um prazer, Independentemente do filme ter a qualidade dos anteriores ou não. Muita tinta correu já sobre este filme e confesso que me perdi em tantas críticas más acerca do filme. Às vezes de tal maneira devastadoras que chegaram a ser cruéis e desmerecidas, para com o mais famoso arqueólogo da história do cinema.

 

É verdade que o filme peca em muitos capítulos, mas diverte. Também peca na diversão e no surrealismo com que se demonstra, mas creio ter sido uma decisão propositada de quem “o desenhou” e não propriamente um engano ou um erro. Todos já sabem sobre o tema principal do filme e cuja “religião” versa, portanto não vale a pena falar mais do mesmo.

 

Indiana Jones já não é o que era e aceita essa condição na integra. Há milhares de piadas acerca dessa sua condição. Sejam piadas físicas onde Indy já não consegue fazer o que fazia ou mesmo o próprio a reconhece-lo. É talvez aqui um dos pontos em que peca por demasia. Mas sobre a estrutura do filme em si, há que dize-lo não foge muito aos anteriores, aliás está cheio de homenagens aos anteriores, citações e até “cameos” da arca da aliança. E as novas personagens também acrescentam um ar da sua graça à saga, embora as senhoras "monstras" do cinema, não estejam tão bem... culpa do argumento, mas que fazer!

 

Têm a introdução (como no primeiro, onde se conhece o Némesis desta história), tem uma série de peripécias que não terão a ver com a história, tem conversas com o estado (militares, tal como no primeiro filme) e é neste caso reintroduzido na história principal da acção à procura de personagem com quem já se relacionou (primeiro e terceiro filmes). Também como no segundo, versa sobre uma “religião” desconhecida pela maioria dos espectadores. A Ciêntologia e o fascínio que ela possa suscitar, bem como as teorias do povo da atlantida ou do berço das civilizações Maya e Egípcias, não são o suficiente para cativar um povo profundamente judaico-cristão (claro culturalmente). Foi uma grande mente que ainda este sábado me disse uma expressão de Dalai Lama, que não posso deixar de concordar e de vos deixar aqui aquilo que creio ser a explicação para o total insucesso. “Embora uma pessoa mude de religião ao longo da sua vida, a verdade é que aquela que aprendeu em pequeno nunca deixará de o perseguir e ser sua até ao fim dos seus dias”. Mais palavra, menos palavra, a razão para o sucesso tanto do primeiro como do terceiro filmes foi o facto do “mito tratado” estar intimamente ligado à nossa cultura (e os filmes serem bons como o caraças), ao passo que ciêntologia, como foi o hinduísmo no segundo filme, não ter motivo para tanto sucesso. É aí a peça fulcral de desinteresse. Infelizmente e embora tenha inúmeras referências de ao primeiro e terceiro é no campo onde se assemelha ao segundo que é pior. A inexistência da procura arqueológica é brutal. Parece que o que interessava era só acção, acção e acção. Podiam ter gasto um pouco mais de tempo no mistério da descoberta e menos em situações de Macacada e frigorificos radioactivos.

 

Peca sobretudo em 3 pontos chave, na exaustão da piada da velhice, no surrealismo com que tudo se sucede e no próprio argumento, que é atabalhoado e mal construído. Mas é o Indiana Jones e revê-lo fez-me voltar a sonhar e saber porque raio é que me licenciei em História...

 

8/10 - Porque fartei-me de rir e fartei-me de vibrar!  

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30 de Abril de 2008

Desde o inicio dos tempos o homem tem a necessidade de recolher, registar, relatar e deixar para a posteridade. Em tempos de crise ou não, o homem sempre procurou recolher os factos e apresenta-los como tal. Na pré-história temos as pinturas rupestres e na idade clássica temos escribas a relatar os acontecimentos. Hoje temos a televisão, os jornais, a internet.

 

Diary of Dead, poderia ter sido um grande filme. Não o é, mas tem claramente o olhar crítico de Romero perante a sociedade como todos sempre tiveram. Esta tentativa passiva de relatar, os factos tal como eles são acaba por cortar por completo alguma humanidade existente de entre ajuda tão característica nos filmes americanos. Mas Romero nunca foi de tendências e nunca foi de enaltecer o espírito de entre ajuda em épocas de crise, pelo contrário sempre optou por enaltecer o espírito de sobrevivência. Dentro do tema de observação toca ainda aspectos intrínsecos ao ser humano, como o abrandar o carro para ver e não para ajudar num acidente, mas não os desenvolve.

 

Se não tem surgido numa época em que o público começa a saturar de filmes como [REC] ou Cloverfield, talvez o impacto tenha sido outro. Esta história de um grupo de jovens cineastas que se faz à estrada no dia D do fim do mundo, acaba por ter uma imagem em comparação a Cloverfield, muito amadora e actores pouco convincentes em relação aos outros filmes de Zombies feitos por Romero. As mortes  “dos mortos” essas sim são inovadoras.

 

7/10 – É sempre Romero.

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28 de Abril de 2008

Pela primeira vez ponho frente a frente um original e um remake . É verdade que analisando a fundo os dois acabam por ser distintos, sendo que o primeiro é mais afastado do que representou esta grande obra de Stephen King e o segundo embora  mais perto do livro, acaba por ser menor em vários aspectos.

 

Como eu não sei manter qualquer tipo de suspense , já se percebeu que preferi o primeiro. Não que tenha um enredo aliciante ou que os actores estejam soberbos, mas o termo cagaço ” é bem aplicado aqui. A história passa pelo regresso do filho pródigo à sua terra natal. Um escritor bem sucedido volta para escrever o seu novo livro. O tema é uma casa que se diz amaldiçoada em Salem’s Lot . Não se percebendo bem o fascínio do escritor pela mesma, com a chegada de um vendedor de antiguidades que compra essa casa, começam a desaparecer pessoas e postumamente a tornarem-se vampiros. Nesta versão e embora hajam caras conhecidas do publico, o que realmente é digno de se ver é o old fashion horror com que é montado. A cena da criança a arranhar os vidros de uma janela pedindo permissão para entrar é das imagens mais horríveis que alguma vez vi. Não me importou tanto a história, cujas falhas em relação ao que está no livro são enormes, mas sim a intensidade do horror que esta adaptação consegue transmitir.

 

O “tal” remake já tem mais caras conhecidas. A vedeta de serviço é Rob Lowe e se o primeiro falha em aproximação ao livro, este ganha-lhe a milhas. Mas nunca consegue assustar, nem sequer passar da narrativa monótona. Os actores não conseguem transmitir nenhuma emoção através do pequeno ecrã e mesmo a homenagem ao primeiro do “arranhar das janelas”  não consegue implicar um terço do cagaço ” original. Também aqui é de notar ou realçar a diferença do vampiro mestre que existe no primeiro filme. Aqui temos um Rutger Hauer sem um pingo de susto e no primeiro uma cópia exacta de Graf Orlok do filme Nosferatu .

 

Em suma, quem não quiser ler o livro creio que deverá ver o filme mais recente. É o mais fiel, é detalhado e explora personagens que o primeiro não ousou tocar, inventa um pouco, mas ao menos percebe-se a maioria das acções e simbioses entre os personagens. Também é mais curto. O primeiro, embora típico no sistema e métrica de filmes dos anos 70, não explora a história, acabando por se tornar grande demais com cenas apenas para criar suspense e sem grande influencia no decorrer da narrativa. Ainda assim transmite emoções, os tais cagaços e um constante “e agora?”, que o segundo nunca é capaz de fazer. Já sabem sustos = primeiro e História= segundo.

 

Salem's Lot (1979)  7/10

 

'Salem's Lot (2004) 5/10

publicado por Ricardo Fernandes às 18:26 link do post
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2016...Para Luz eu te ordeno!..Para luz eu te Orde...
De mora muito parece que n gosta de ganhar dinheir...
Postagem de 2006 comentários 2012 e ja no final de...
To esperando até hoje!! kkk..
cara o jason é o maior maniaco dos filmes o filme ...
Eu me apaixonei com ele
2014 E NADA DE CONSTANTINE 2 ???????????
Gosto muito deste filme não só gosto...
Ele é um boneco muito ruin. Apesa tamb&eacu...
Deculpa mas é velho mesmo
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