10 de Julho de 2008

 

Eu canso-me de tanto falar nisto e digo sempre que não vou ver, mas eventualmente há um outro filme que escapa e as expectativas sobem em demasia (Damn you Trailer Makers!). Ver um filme Shyamalan é sempre motivo de empolgação. O tipo é bom. É mesmo, muito, muito bom! Excelente contador de histórias, fenomenal atrás da camera e “re-descobre” (e descobre também) actores como ninguém.  Eu sou daqueles que adorou o “Lady In The Water” portanto...

 

Para este a premissa foi o melhor do filme. Utilizou-se até nos cartazes apontamentos que esta história fizesse parte de algo muito maior, com frases como “Primeiro sentimos, depois vimos os sinais, agora... está a acontecer”. Seria sinónimo de uma trilogia, mas tal não se sucedeu. E depois de um brilhante trailer, quase... foi a desilusão completa.

 

Quase! Não totalmente! Metade do filme é espectacular. Há realmente uma incerteza no que está a acontecer. Pessoas morrem por todo o lado, de maneiras verdadeiramente chocantes (relembro aqui o salto de prancha que fazem os trabalhores de um prédio), ninguém sabe o que está a acontecer e pensa-se em tudo desde ataques internos a terrorismo biologico. O clima é de um verdadeiro 11 de Setembro. No entanto a meio do filme alguém lança uma teoria para o ar e acerta na “mouche”. A partir daí com o tal “twist” descoberto nada mais há por que esperar. Entramos numa monotonia de filme onde a mensagem até é engraçada, mas não causa o impacto que podia ter causado.

 

Outras duas razões para não ter funcionado, foram John Leguizano e Mark Wahlberg. O primeiro não tem culpa nenhuma, provavelmente a única culpa foi a de ter aceite o papel. É muito pequeno e sem muita relevancia na história, o que faz com que seja apenas uma cara conhecida entre tantas. Agora Mark Wahlberg? O que é lhe passou na cabeça para aquela representação de... falsete? É que é mesmo má! Se ao inicio aquilo parece normal numa sala de aula por estar a falar com miúdos, ao longo do filme é desesperante. Quem o viu em “We Own The Night” ou no brilhante The Departed, fica a pensar na desgraça que é a actuação deste tipo aqui. E o indiano? Que raio se passou na cabeça deste tipo para deixar passar isto? A única escolha acertada é Zooey Deschanel que faz de mulher de Wahlberg. É uma personagem aluada, desconexada e típica do feminino em Shyamalan. É alguem a ter em conta no futuro (e no proximo de Shyamalan certamente, uma vez que reutiliza vários actores).

 

Em suma, esperava mais dele e fiquei bastante desiludido por não ter um twist final que sempre me habituou...

 

7/10 – Porque a primeira metade vale a pena.


P.S. – Será que o indiano se esqueceu do Twist?

publicado por Ricardo Fernandes às 20:09 link do post
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