03 de Abril de 2008




Loot - 6 Pontos.
Mauro Fonseca - 5 Pontos.
RJ/Kriticinema - 4 Pontos.
Filipa - 1 Ponto.
publicado por Ricardo Fernandes às 18:02 link do post
02 de Abril de 2008

De tudo o que esperava de The Mist, não esperava certamente gostar do filme. Já conhecia a obra Literária de Stephen King e sabia de antemão o que se iria suceder ao longo do filme. Se para alguns (sim Edgar és tu J ) o filme foi insípido, o desenvolvimento das personagens nulo e a realização pior que horrível, eu achei precisamente o contrário, na maioria destes campos.

 

A cidade de Brigton no Maine (a tal cidade ficcional), é assolada por um misterioso nevoeiro que aparece após uma noite de trovoada. Devido aos estragos causados por esta ultima, David Drayton (Thomas Jane de The Punisher) e o seu filho Billy (Nathan Gamble) dirigem-se ao supermercado da cidade (aqueles à americana onde se vende de tudo) para se reabastecerem de mantimentos e outros utensílios para reparar a casa, algo desfalcada de “madeira”.  Quando estão fila de pagamento o nevoeiro torna-se muito denso, cobrindo praticamente a cidade e subitamente aparece um homem aos gritos, referindo que há algo no nevoeiro e está a matar toda a gente. Com extremo receio, toda a gente que estava na loja resolve não sair até saber o que se passa. Mas, que motivo teriam eles para não sair? Ao que sabiam podia bem ser um velho louco a gritar como muitos pelo fim dos tempos. Quando começam a sair alguns clientes e há grito e sangue algo está errado.

 

O cerne do filme acaba por ser a convivência entre os vários clientes e funcionários da loja. Não me querendo alongar demasiado na história para quem queira ver o filme praticamente imaculado de informação, creio que não vale a pena escrever mais sobre o nevoeiro. Afinal de contas as taglines do mesmo até são bem claras: “Belief divides them, mystery surrounds Them, but fear changes everything”. O que o medo nos leva a fazer? Em época de crise onde nos apoiamos? O que fazer, como proceder? – Estas são as questões que estão sempre presentes no filme. Quando tudo está controlado, quando há apenas laivos de discórdia, em que só a voz de uma fanática religiosa se ouve lá muito ao fundo, não há qualquer problema. Esse levanta-se, quando as mortes e acontecimentos inexplicáveis começam a suceder-se. Nessa altura a voz que era distante, aproxima-se e o medo instala-se pois as suas palavras são de vingança de Deus, do Diabo e do dia do Julgamento. Sem saberem como explicar o que se sucede, as pessoas apegam-se a quem lhes dá esperança de salvação.

 

E é aqui que se centra todo o filme, em que o veículo de ódio, personificado na personagem de Marcia Gay Harden, despoleta o que de pior há no ser humano, em que a dada altura é mais seguro estar no nevoeiro, que dentro da loja. Aliás a actuação de Marcia Gay Harden  é de tal forma convincente, que Nuno Markl escreve no seu blog, algo que eu não posso deixar de concordar: “Vale a pena aplaudir ainda Marcia Gay Harden num papel que, não fosse a Academia considerar o horror um género menor, lhe poderia ter valido nomeação para o Óscar”.

 

De Frank Duramont, realizador de filmes como “The Shawshank Redemption” e “The Green Mile” (curiosamente ambos escritos por Stephen King) apenas tenho a apontar algo que me deixa completamente possesso, que é o fade in e fade out como mudança de capitulo no argumento. Isso realmente não têm cabimento para um filme de cinema e não de TV. Quanto ao resto, acho que está bem explorado pelo que as personagens oferecem. Há a crítica política em Brent Norton, a social em como o primeiro (Juiz de Nova York) se eleva acima dos demais cidadãos da pequena cidade, a separação de raças, ou ainda na própria estrutura de certos cidadãos. Em suma, o desenvolvimento não é vasto, porque não é caso disso, não há necessidade na história nem na situação para aprofundar mais os personagens.

 

O final é diferente do livro, quem o leu, verá que há aqui um cunho pessoal, ou dos argumentistas ou do realizador, não estraga a história, mas confere-lhe um poder completamente diferente, por tudo aquilo que implica. Se é melhor ou pior… depende da perspectiva. Creio que o que King queria transmitir quando o escreveu, Duramont conseguiu entender e explorar através da personagem de Marcia Gay Harden, porém quando King, não viu a necessidade de algo mais na história, Duramont viu. Sejam vocês os juízes.

 

 

7/10

 


 

Em nota de rodapé, o filme estreou nos EUA a 21 de Novembro de 2007, apenas quatro meses antes do nosso pequeno paraíso chamado: Portugal.

publicado por Ricardo Fernandes às 15:36 link do post
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02 de Abril de 2008



Mauro Fonseca - 5 Pontos.
Loot - 5 Pontos.
RJ/Kriticinema - 4 Pontos.
Filipa - 1 Ponto.
publicado por Ricardo Fernandes às 12:46 link do post
01 de Abril de 2008

Embora há largos meses tenha existido um zum zum " interessante na Internet, o facto é que esta adaptação de mais um livro de Stephen King, acabou por passar despercebida assim que estreou nos EUA. Têm uma pontuação interessante no IMDB e eu que já vi o filme, devo dizer que gostei bastante. Mas este post não é uma crítica, essa virá amanhã (em principio).

Stephen King é provavelmente o escritor vivo, com mais adaptações feitas das suas obras. Ele é Carrie , é The Shinning , é It , é este The Mist . Eu decerto não vi todos, mas há filmes extremamente interessantes baseados em obras dele. Realizadores como Kubrick ou ainda John Carpenter já fizeram magia, ao transpor as obras do mestre do Terror para o grande ecrã. The Dead Zone (filme com o grande maluco do Christopher Walken, realizado por Cronenberg) teve inclusivamente direito a uma série de TV já com seis temporadas.

King por seu lado, também faz tributos aos realizadores e creio que este The Mist não é nada mais nada menos que uma homenagem a The Fog de John Carpenter, como Cell será uma homenagem a George Romero.

Estou com saudades de ver as histórias de King na minha sala de cinema privada. Que filmes vocês aconselham baseados nas obras de King?
publicado por Ricardo Fernandes às 12:50 link do post
01 de Abril de 2008

“Duas irmãs e um Rei” é um filme que passou despercebido e não devia. Sabendo de antemão a história que dá origem a este romance, a minha primeiro impressão quando saí da sala de cinema, foi a de que estive perante um grande filme. Não soberbo, mas ainda assim grande. Mais que não fosse o motivo de ver as duas actrizes mais desejáveis da nova geração de actores, ainda tinha um elenco secundário pleno de actores consagrados e contava uma das mais importantes histórias da História!

 

É a história romanceada da família Bolena, que vai fazer tudo para sair da miséria monetária em que se encontra nem que para isso tenha que oferecer ilegitimamente as suas filhas ao rei (Eric Bana). Tudo começa quando o Rei vai de férias à casa Bolena, para desviar as atenções do mais recente desgosto de ter perdido o filho varão tão desejado à nascença. Para ganhar favor junto ao rei, o chefe da casa Bolena, oferece-lhe a sua filha Ana (Natalie Portman), mas o rei volta as suas atenções para a outra irmã, a inocente Maria (Scarlett Johanssen). Quando falei em romance, falei-o porque a história verídica sobre uma das mais importantes fases da Inglaterra enquanto nação, não é como o filme. As personagens, não foram na sua exactidão o que são no filme, principalmente a de Scarlett Johansson, no entanto é dos mais fieis retratos que poderemos almejar encontrar num filme histórico.

 

Não me querendo alongar na história, para não estragar a mesma a quem não a conhece, achei um filme bem estruturado com um guarda roupa muito bem produzido e com actuações sóbrias e eloquentes. Como é obvio, Scarlett não é mais que uma pequena mosca a Natalie Portman neste filme, mas também o seu papel não lhe exigia mais, ela representa a inocência, quando a irmã é a rebeldia e a causa de ruptura. Eric Bana, faz-nos crer como é possível ser amado e odiado ao mesmo tempo, onde enquanto Rei é respeitado e ao mesmo tempo é uma criança que quer ver os seus desejos saciados, quando e como quer. Até as actuações secundárias de Kristen Scott Thomas (a mãe das irmãs Bolenas), Ana Torrent (a primeira Rainha) e David Morrissey (tio das Bolenas e conselheiro do Rai) não passam nunca despercebidas, ora não fossem todos actores de excelente calibre.

 

Justin Chadwick assinou a realização do filme, e sem grande currículo no "mainstream cinematográfico" acaba por desempenhar um trabalho razoável. O filme está bem orquestrado, revelando mestria na interligação factual com a carga dramática, ou em certos casos humuristica sem cair no levianismo. De toda a realização e tendo em conta a pouca experiencia do realizador, apenas “desgostei” da passagem de capítulos na história, onde o realizador optava por filmar um plano escuro ao encerrar um capitulo e suavemente ir centrando  a imagem nas personagens do novo capitulo.

 

Em suma, para quem gosta de história e quer saber o que aconteceu, antes de “Elizabeth”, mas não pegar num livro de história, este filme, acaba por não fugir aos factos, embora seja romanceado nos pontos que os ligam.  Para quem não gosta, mas ainda assim anseia por bons romances, cheios de intriga e traição palacianas, vai-se deleitar ao longo dos extensos 115 minutos do filme.

 

8/10 Vale a pena ir ao cinema.

publicado por Ricardo Fernandes às 11:44 link do post
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01 de Abril de 2008

De todas as hipóteses que imaginei para o fim do jogo do mês de Março , houve uma que não me passou pela cabeça: ficar doente. Tenho tido uma infecção na úvula e ontem esta agravou-se. Não, eu não me enganei. A úvula é o vulgo sininho que temos no céu da boca.

Assim, não consegui meter nenhuma imagem no site. Ainda respondi a alguns comentários, mas não consegui mais. O jogo passa então para os dois prémios. O próximo prémio será outro DVD. Desta feita, creio que ninguém o terá: Highwayman. Um filme de Robert Harmon (The Hitcher, original) com Jim Caviezel e Rhona Mitra. É um Thriller de estrada que se vê não sendo espectacular.



Assim sendo e sem notícia de dia das mentiras, desejo-vos muito boa sorte no jogo! As regras mantêm-se e podem refrescar a memória aqui.

Imagem do dia:



Mauro Fonseca - 5 Pontos.
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publicado por Ricardo Fernandes às 10:27 link do post
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De mora muito parece que n gosta de ganhar dinheir...
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