15 de Abril de 2008

Não é de hoje e é uma pena. Espanha sempre esteve muito mais avançada que nós em termos de Cinema e Tv (para não falar do resto). [REC] é a mais recente prova disso. Utilizando o conceito de Blair Witch (não uso Cloverfield, pois este estava feito antes do outro ter sequer começado) Jaume Balagueró e Paco Plaza sonharam um filme de zombies e foi um sonho magnifico.

 

Uma equipe de TV a fazer uma reportagem sobre bombeiros, acorre a um edifício antigo na capital espanhola, após requisitada a presença dos bombeiros no local, devido a uma morte estranha. Antes que se perceba completamente o que está a acontecer, o prédio é selado pelas autoridades. Ninguém pode sair.

 

É neste cenário que, como sabemos ser um filme de Zombies, os mortos voltaram a andar sobre a terra. Foi criado até então um clima de claustrofobia. Selados numa casa, sem saída e com mortos por todo o lado. É um cenário muitíssimo bem montado e devastador para os habitantes do edifício, bombeiros e equipe de TV. Um pouco como o mestre Romero, a crítica social surge à tona, embora de forma superficial por Balagueró e Plaza. Mas isso nem é o mais importante. O importante é que o filme, embora muito simplista é um diamante de culto com muitos sustos para distribuir pelo espectador ao longo dos 85 minutos de filme. Do elenco desconhecido para mim, sobressai Manuela Velasco, que não precisa de carregar este filme às costas, mas fá-lo com mestria. Soberbo de facto.

 

Se Espanha é capaz de produzir estes talentos e estes marcos do cinema europeu, como já o tinha sido “El Dia De La Bestia”, como é que em Portugal continuamos a fazer filmes como “Corrupção” ou “O Julgamento” e que o único vislumbre de algo deste género é a curta-metragem “I’ll See You In My Dreams” que em 20 minutos é melhor que qualquer produção nacional dos últimos 4 anos? Uma curta metragem paga por fundos privados (leia-se, pelos próprios Moonspell)…


9/10- Para quando Portugal?

publicado por Ricardo Fernandes às 14:31 link do post
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15 de Abril de 2008

Cometi um erro ao ir ver este filme sem “saber” quem é Bob Dylan. O que motivou a ver este filme não foi o facto de ser uma “biopic” do mesmo, mas uma constelação de algumas das mais brilhantes estrelas de Hollywood, onde entre elas havia… Heath Ledger.

Como é obvio eu conheço o Sr. Dylan, mas não conheço a sua história. Conheço o ideal revolucionário mas não a pessoa. E assim embora tenha gostado do filme, ele não teve o impacto que poderia ter tido em mim se eu fosse fã. Claro está que a própria estrutura do filme, não ajuda a simplificar a vida do mesmo perante os nossos olhos. Mas embora seja algo complexo, uma vez que é estruturado conforme as várias fases pelas quais o artista/cantor/actor/revolucionário passou, sendo representado por pessoas distintas, a verdade é que acaba por se tornar extremamente perceptível e agradável mesmo para quem não conhece o cantor. O que vai significar para cada um é que vai variar por todas as razões já apontadas.

Todd Haynes realmente alcançou um novo patamar elevando a fasquia destas biopics, o caos visual com que nos brindou, acaba por ganhar ordem e estrutura ao longo do tempo em que vamos vendo o filme e o que era caos acaba por se tornar em ordem e simplicidade. Vale a pena ver se não conhecermos o artista. Se o conhecermos não faço ideia do que possa significar.

7/10
publicado por Ricardo Fernandes às 12:59 link do post
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