04 de Maio de 2007

Quando tinha 2 anos e picos a minha mãe levou-me a uma papelaria. Não sabia sequer falar, mas foi tal o meu amor que não larguei uma simples revista com uma personagem azul e vermelha na capa. Ela teve de a comprar. Nunca mais me separei do Homem-Aranha. Tenho uma imensa colecção de BD’s, bonecos, tenho os dvd’s dos 2 primeiros filmes, tenho k7 de vídeo com séries animadas (inclusive da ridícula Spiderman and Friends). Em todas as fases da minha vida cresci, sorri, dei gargalhadas e fiquei triste com o que a personagem passou, ao longo de 25 anos em que me acompanha (mais dois e façam as contas…). São estas sensações que procuro quando vou ao cinema e desta vez Sam Raimi excedeu-se.

 

O carinho que tenho pelo “cabeça de teia”, não me torna um “nerd” de comics. Eu consigo perfeitamente distanciar-me da BD e olhar para esta história como um universo paralelo. É portanto diferente. Uma espécie de Ultimate Spider-Man, ou Homem-Aranha 2099. O que quer dizer que nunca irei criticar um filme baseado num comic, por não ser igual ao mesmo.

 

Como já disse, este filme fez-me sorrir, fez-me vibrar, deixou-me uma lágrima ao canto do olho e se para a minha namorada eu pareci algo apático quando acabou o filme deve-se a dois motivos principais: o primeiro é que o dia de ontem não correu nada bem, o segundo é porque eu não queria ter saído da sala de cinema.

 

Por estranho que possa parecer, Homem-Aranha 3 é mais que os anteriores. Ao passo que no primeiro tínhamos um adolescente que descobre após ter sido picado por uma aranha que desenvolveu habilidades super-humanas, no segundo um confronto interno entre o seu compromisso como herói e a vontade de viver como um ser perfeitamente normal, neste terceiro temos um Aranha amado. Nova York adora o Homem-Aranha.

 

É nesta premissa que começa o filme. Ao longo dos 140 minutos, nós encontramos uma teia muito bem montada, que nós trás romance, comédia, acção e vingança. Ao invés de um inimigo como nos anteriores, aqui Homem-Aranha encontra três inimigos: o Homem Areia, o Novo Duende Verde e o tão aguardado e esperado Venom. A história está de tal maneira bem desenhada que os três inimigos acabam por se interligar muito bem ao longo do filme, mesclados por uma intensa carga dramática ou humorística. A presença de um novo elemento amoroso, também é interessante, pois Gwen Stacy (a primeira namorada do Homem-Aranha nos comics ) tem um papel curto mas extremamente interessante. O cameo de Bruce Campbell como Maitre D’ no restaurante é absolutamente divinal, e a cena entre Betty Brant (Elizabeth Banks) e J. Jonah Jameson (J.K. Simmons) é mais que hilariante. Mesmo a intensidade brutal entre Flint Marko, vulgo Homem Areia e o aracnídeo, que vai permitir a inserção do “alien simbiote negro” na vida de Parker é dramática, pois um novo elemento na história indica que quem matou o seu tio terá sido Marko.

 

Tecnicamente é Raimi e ele é muito bom naquilo que faz. Sinceramente estive tão envolvido na trama, ou várias da história que acabei por não querer saber se o plano era x ou y, mas vê-se o dedo de Raimi em tudo. Até nos sustos. Aos actores, não tenho sequer um defeito a apontar. Bom, talvez a Kirsten Dunst (Mary Jane), mas não pela sua interpretação (que está óptima), mas pelo facto de estar quase anoréctica. Tobey Maguire como um Parker nerd está muito bem, não há defeitos a apontar, é definitivamente o papel da vida dele. Thomas Haden Church, foi uma escolha excepcional para o Homem Areia. Dos vilões que o amigo da vizinhança teve, este foi sempre o mais humano e Church capta isso muito bem no seu papel. James Franco, está neste filme diferente dos anteriores. Aliás Harry Osborn é a par de Mary Jane e do próprio Peter, a personagem que mais evolui, desde o rapazola até homem sedento de vingança. Bryce Dallas Howard, que conhecemos muito bem de outras andanças não compromete enquanto Gwen Stacy. Faz exactamente o que devia fazer, tal e qual a BD. A grande surpresa é de facto Topher Grace. Deste rapaz eu só conhecia o trabalho em “The 70’s Show” e não sabia muito bem como é que ele iria interpretar o desprezível, mesquinho Eddie Brock, mais tarde Venom. O facto é que fiquei extremamente agradado, com a prestação dele.

 

É um filme para não deixarem escapar, nem por nada deste mundo. Só houve algo durante o filme que eu não gostei e foi o efeito que o fato negro provocava no Peter Parker. Parecia que estava a ver o Smallville e os efeitos da Kriptonyte vermelha em Clark Kent. Mas se eu estiver a ver o filme na perspectiva que tudo pode acontecer… nada disto tem importância.

 

10/10


publicado por Ricardo Fernandes às 13:16 link do post
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