
Eu gosto do Hugh Grant. Não tenho nada a ver com os insultos que diz aos paparazzi, ou se troca uma Elizabeth Hurley pela prostituta Devine Brown, o que tenho a ver é com os filmes que faz. Grant nasceu para fazer comédias românticas e não há nenhuma que veja dele que não me “escangalhe” a rir.
Tirando então este “peso” do peito, de que se pode falar de Music and Lyrics? Do restante elenco. Cheio de caras conhecidas. Drew Barrymore é a co-protagonista e com este filme tive uma nova oportunidade para a encarar enquanto actriz. Bem sei que tem provas dadas, mas os seus papéis em Charlie Angels, foram a imagem com que fiquei dela e aqui ao fazer um papel quase neurótico, faz-me olha-la com respeito! Brad Garrett que conhecemos de “Everybody Loves Raymond” está igual a si próprio e temos a presença curiosa de Kristen Johnston, a extra-terrestre loira (com uns quilinhos a mais) que eu já não via há imenso tempo, talvez mesmo desde “o 3º calhau a contar do sol”. A nova presença é Haley Bennett, mais uma daquelas cantoras-actriz (com boa voz e tal…) que nos brinda aqui com o seu primeiro filme.
Grant é Alex Fletcher, uma glória antiga de uma banda dos anos 80 chamada POP, que vive deste nome, cantando em Bares, feiras e despedidas de solteiro. Brad Garrett é Chris Riley o seu manager, que não consegue trazer Fletcher à ribalta novamente. Sophie é interpretada por Barrymore e entra na vida de Alex para justos escreverem uma musica para Cora Corman (Haley Bennett) a nova Britney do “pedaço”!
É uma comédia romântica, fenomenalmente interpretada pelo humor irónico de Hugh Grant. Algo a notar é que acaba por ser também um musical, onde os próprios actores cantam, sendo novidade para Grant e não para Haley Bennett por exemplo. A musica POP goes my Heart, do tal grupo POP do qual fez parte Alex Fletcher é até atractiva e já roda incessantemente no meu IPOD.
Este sim é um bom filme de domingo, cujas gargalhadas pronunciam uma semana em grande!
8/10

Ver um remake é sempre algo complicado. Ou estamos perante um filme que na primeira vez não atingiu o seu pleno potencial ou então é apenas e só mais uma obra de “arte” destinada a vender. Este consegue inovar um bocadinho... mas n assim tanto...
Sempre fico de pé atrás quando vejo uma actriz sobejamente conhecida, fazer um filme que há partida já se sabe que será tudo menos extraordinário, mas também até uma actriz com 2 oscares deve precisar de dinheiro. Hillary Swank é a grande surpresa de The Reaping, pois de resto, nada é definitivamente extraordinário.






Frank Miller teve sempre o dom de criar aventuras fenomenais ou recriar personagens. É por ele que Batman ganhou uma nova vida, sendo a saga “The Dark Knight” dele e é por ele também que Daredevil chegou a ter a dimensão que hoje têm. Em relação às suas obras Miller já tinha demonstrado em Sin City que não deixará o seu projecto em mãos alheias. Ele têm (e ainda bem) de controlar o desenrolar do filme, para não fugir em nada ao que sonhou quando o escreveu e desenhou.