26 de Março de 2007

Este não é um tema habitual neste blog, mas é um assunto importante e não pode passar despercebido. Não vi a votação de ontem na RTP para os Grandes Portugueses, soube esta manhã na ronda habitual pelos blogs que admiro, um post sobre o vencedor. O post embora nunca refira o nome de António Oliveira Salazar, é claro e não causa qualquer dúvida. O post podem vê-lo na íntegra em Cinema Notebook por Knoxville, cuja opinião é para mim importante e valiosa.

Não obstante, quando tudo apontava para que D. Afonso Henriques fosse o maior português de sempre, Salazar ganhou e deixou o país boquiaberto. Antes de avançar devo referir que não sou pró-Salazar. Não sou a favor da censura, adoro e vibro com a ideia da Liberdade, mas sou licenciado em História e como tal quero fazer-me crer, que consigo distanciar-me e analisar factos friamente.

Salazar chega pela primeira vez ao poder através do golpe de estado militar conhecido como o Golpe Militar de 28 de Maio em 1926, era então professor universitário de economia em Coimbra. Esteve 13 dias no cargo uma vez que considerou que não lhe deram as condições necessárias para efectuar o trabalho. Em 1928 retorna já com as condições que necessitava e em 1 ano obtêm superavit nas economias nacionais. Em 1932, após ter conseguido afastar todos os ministros militares torna-se chefe de estado e dá inicio à Ditadura Salazarista que durou cerca de 40 anos (Marcelo Caetano não é relevante aqui). Recuperou o balanço económico do país, evitou a entrada na IIª Grande Guerra, criou a PIDE, fundou o partido da União Nacional, torna a eleição presidencial dependente de um colégio eleitoral da confiança do seu regime, cria a Legião e a Mocidade Portuguesas.

Enquanto estivermos tão perto (40 anos não é assim tanto tempo), este país se irá sempre dividir entre o salvador e o tirano. Friamente, Salazar criou as bases para o rejuvenescimento económico e pela forma como o país estava financeira e politicamente foi imprescindível a sua acção de privar liberdades económicas e sociais. A PIDE foi o seu motor de censura e de afastamento de qualquer ameaça ao seu poder. Torturou, matou, prendeu toda e qualquer pessoa que considerasse perigosa à sua posição.

Agora vejamos, é ele diferente de um D. João II? É ele diferente de D. Afonso Henriques? Ou do Marquês de Pombal? Fez o necessário para manter o país. Foi cruel, foi Maquiavélico.

De qualquer forma eu vejo a eleição de Salazar como o maior dos Grandes Portugueses, não por ser quem foi, mas por uma razão que Marcelo Rebelo de Sousa tão bem especificou, mesmo antes de se saber quem seria o vencedor:

“Como os fenómenos culturais são lentos a mudar, há uma certa inércia que fica na cabeça das pessoas. Essa inércia diz o seguinte: foi um tempo em que não havia democracia, nem liberdade, mas havia estabilidade, autoridade e um viver modestamente, mas em equilíbrio económico e financeiro”, explica Marcelo Rebelo de Sousa. “E essa ideia que ficou tem o seu lastro que, de quando em vez, vem ao de cima, porque 40 anos são muito pouco na história de um povo.” In RTP

publicado por Ricardo Fernandes às 18:30 link do post
26 de Março de 2007

A magia que envolve a poesia e o facto desta ser tão cativante é pura e simplesmente a interpretação que cada um faz dela. Cada estrofe, cada verso pode e deve ser sentida de maneira diferente em cada um de nós. Quando esse sentimento mágico é transposto para o cinema, estamos perante uma obra de arte.

Estranhei o facto de um filme de aventura não estar espalhado por toda e qualquer sala de cinema, mas isso foi porque não era um filme de aventura. Pensei que seria mais um “Van Helsing”, mas graças a Deus, enganei-me redondamente. E fiquei extasiado, maravilhado, confuso com o filme que vi.

The Fountain é mais que uma história da busca pela vida eterna. É uma fábula sobre aceitar o destino, aceitar a morte. Existem 3 histórias neste filme. A de um Conquistador Espanhol, na demanda da arvore da vida bíblica em território inca; a história de um Cientista que procura a cura de uma doença maligna para a sua esposa e a uma história curiosa dentro de uma bolha onde o actor principal está com a árvore da vida a caminho do lugar dos mortos inca. As histórias não são mostradas em separado, são juntas e intercaladas entre si. A mescla é de tal forma que por vezes é confuso seguir o raciocínio de uma forma lógica. Confesso que não fiquei tão confuso ao vê-lo do que quando vi a Estrada Perdida de David Lynch, no entanto saí do filme algo desnorteado. A árvore da vida está presente nas 3 histórias (digo isto porque na história do cientista, a dada altura ele faz avanços para a cura deste cancro a partir de uma árvore da América do Sul), o aceitar a morte como parte natural da vida também.

Darren Aronofsky já tinha feito um filme extraordinário, com Requiem for a Dream, e este passa-lhe aos pontos. A clareza da realização é de facto fenomenal, os planos, os efeitos especiais, mesmo a mescla de imagens que unem e desdobram as várias epopeias do filme. Fiquei fã deste realizador e argumentista. Rachel Weisz, está a tornar-se um caso sério em Hollywood. É uma excelente actriz e finalmente, após já uma vasta carreira está a entrar em filmes de acordo com a sua… arte! Agora quem me surpreendeu foi Hugh Jackman. Ele é bom actor. Sempre gostei dele, mesmo em papéis menores sempre engrandeceu esses papéis. Aliás, não foi por acaso que falei em “Van Helsing”, se o filme é interessante (para além da Kate Beckinsale e do fabuloso Richard Roxburgh como Drácula) é por causa dele. “The Prestige” já foi um novo caminho que Jackman trilhou à altura. Este foi mais um papel fenomenal.

Este é um filme que não é para qualquer um. Algumas pessoas na sala de cinema, saíram do filme a expressar barbaridades, mas lá está… o filme obriga a pensar e nem toda a gente gosta de o fazer.

9/10

publicado por Ricardo Fernandes às 14:41 link do post
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