02 de Fevereiro de 2007

Podíamos ter um grande filme, um daqueles que aparecem e que deixam toda a gente de boca aberta e a sair da sala de cinema a dizer mas que grande filme! Não é mau, mas parece pouco desenvolvido.

Blood Diamond é a história que todos conhecemos sobre a exploração de África. Foca um ponto da história relativamente recente. Um pai perde a sua família quando guerrilheiros invadem a sua aldeia e o levam para trabalhar nas minas de diamantes. Aí Djimon Hounsou descobre um diamante que vai dominar a história por completo.

Em paralelo temos Leonardo Di Caprio um mercenário filho de africa que se dedica ao tráfico de diamantes. É nestes dois personagens e numa repórter interpretada por Jennifer Connely que a história se vai desenrolar. Vocês não querem saber como (terão de ver o filme) mas Djimon e Di Cabrio, acabarão por se juntar para procurar o diamante com fins para o mesmo diferentes. Djimon pretende encontrar o seu filho raptado por guerrilheiros e Leonardo pretende vender o maior e mais precioso diamante de África.

O filme peca por querer levantar inúmeras questões e não concluir nenhuma. Fala sobre a exploração, escravidão humana, do próprio facto que ao comprarmos um anel de diamantes milhares de pessoas foram mortas ou torturadas para que o possamos ter. Acaba por sub-desenvolver estes temas ou roça-los de leve.

Centra sobretudo a sua história na dualidade ou conflito entre as duas personagens principais, que parecem ter uma química nata para este filme. Alias, eu não me lembro de ver nenhum filme onde Djimon Hounsou esteja mal no papel que faz (aqui num inocente) e Leonardo Di Caprio, que cresceu imensamente durante os últimos anos como actor. O Óscar a ficar em sua posse ficará muito bem entregue, pois faz um papel fenomenal, é realmente um grande actor. Ora em amizade, ora em conflito aberto esta relação é realmente o ponto forte do filme, pois até a personagem de Connely é vaga e distante, quase de pouca relevância não para o filme, mas para o espectador. Entre os dois temos alguém puro de um lado (a lembrar o Amistad) e o conflito mercenário e humano do outro. O filme tem cenas de acção absolutamente brutais, fazendo corar qualquer realizador de um James Bond. Aliás em termos de cenário tem tanto de macabro como… talvez magnífico seja a melhor palavra.

7/10 Um filme muito bom. Pecando apenas na sua dispersão.

publicado por Ricardo Fernandes às 13:17 link do post
tags: ,
02 de Fevereiro de 2007

Não sei por onde começar de forma a explicar o que senti a ver este filme. No fundo eu não vi este filme, senti-o como há muito não sentia qualquer um. Conheço e apenas tinha visto Zach Braff, na série Scrubs e nunca o julguei capaz de uma proeza como esta. Escritor e realizador de uma obra de arte  não foi de certeza o que imaginei.

Garden State fez-me colar ao ecrã desde a sua primeira imagem. Quando soube quem eram os actores deste filme pensei que iria passar um bom serão (só eu sei como preciso de sorrir) e afinal vi um filme especial, peculiar, tão importante, talvez para que eu possa aceitar o rumo que a minha vida toma e sempre tomou de uma forma saudável, pacífica.

É a história de uma mente atordoada e adormecida com dezenas de drogas para a mente. Andrew Largeman retorna à sua cidade natal para o funeral da mãe. Retorna indiferente, dormente, não por sentir esta perda mas por que tem de ir, porque é o correcto. Ao voltar a esta cidade reencontra velhos amigos e o seu pai, o qual é também o seu psiquiatra e a razão deste estar “dormente”. Ao visitar o seu médico por frequentes dores de cabeça, conhece uma jovem muito peculiar (Natalie Portman). O relacionamento entre os dois cresce e é extremamente importante para Largeman se reencontre.

O filme fez-me reflectir sobre a condição da vida, o quão mundano e trivial o dia a dia é. O quanto a dor que queremos esconder por uma eternidade acaba por nos vencer se não a abraça-mos e aceitamos pelo que ela é. Mais um dia, mais um caminho, assim é vida. Quando este mundano e trivial não nos impede de querermos voar mais alto e sem com isso nos sentirmos presos ou deprimidos. 

Tudo neste filme me afectou. A morte da mãe, a relação problemática com o pai, o reencontro de velhos amigos, o amor encontrado. Foi uma química interessante, a minha com este filme, que guardarei e acarinharei para sempre. Foi uma magnifica experiência que realmente mudou algo em mim. Ainda que momentaneamente, sinto-me feliz. Sinto conforto. Isto, acho eu, é o objectivo do filme. É a razão pela qual nos apaixonamos pelo cinema. As minhas relações actuais, com a minha namorada ( que eu amo incondicionalmente) com a minha mãe, o meu irmão, com os meus amigos e com o meu falecido pai, tudo isto se alterou hoje e para muito melhor. Cresci com este filme.

Ganhou 10 prémios em 24 nomeações, tem uma pontuação de 8.0 no IMDB.

10/10

publicado por Ricardo Fernandes às 02:11 link do post
tags: ,
Fevereiro 2007
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
15
16
17
18
19
20
22
24
25
26
28
Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

subscrever feeds
Posts mais comentados
23 comentários
22 comentários
20 comentários
20 comentários
20 comentários
19 comentários
17 comentários
16 comentários
mais sobre mim
pesquisar neste blog
 
últ. comentários
2016...Para Luz eu te ordeno!..Para luz eu te Orde...
De mora muito parece que n gosta de ganhar dinheir...
Postagem de 2006 comentários 2012 e ja no final de...
To esperando até hoje!! kkk..
cara o jason é o maior maniaco dos filmes o filme ...
Eu me apaixonei com ele
2014 E NADA DE CONSTANTINE 2 ???????????
Gosto muito deste filme não só gosto...
Ele é um boneco muito ruin. Apesa tamb&eacu...
Deculpa mas é velho mesmo
blogs SAPO