Fui ao cinema com a intenção de passar algumas horas a rir. No entanto trouxe algo mais importante do filme que uma dor abdominal. O filme tem conteúdo e é como muitos outros, uma crítica ao mundo, aos EUA em particular.
Trata-se da história de um repórter Cazaque que vai para os EUA aprender como funciona uma grande potência, de modo a poder aplicar o que irá aprender no seu país. No decorrer da sua viagem apaixona-se por C.J., personagem mítica das Marés Vivas, protagonizada pelo maior ícone sexual dos EUA nos anos 90: Pamela Anderson. Direcciona a sua viagem de modo a encontrar-se com Pamela e é nessa Road Trip tão à maneira americana que vemos a crua realidade dos EUA. Vocês já devem supor como acaba a história, mas no “entretanto” é que está a magia deste filme.
Não há nada em que “Borat” não toque. Desde Judeus, a cristãos ou sulistas, passando ainda por feministas ou universitários. Borat goza com eles todos, revela-os no seu estado natural, sem quaisquer filtros. É neste pressuposto que o filme se torna delicioso. Como sabem, ou pelo menos como Sacha Baron Cohen nos faz acreditar, o filme não é combinado. Todas as cenas que vemos (ou praticamente todas) são genuínas.
Ao contrário do que se possa pensar não são os cazaques que são o alvo humorístico, esses estão mal estereotipados na personagem de Borat, que sendo personagem é fictícia, ao passo que o verdadeiro alvo não está estereotipado. É por isso que esta comédia funciona. É fria no modo como se expõe apresentando realidades sem qualquer preconceito. Uma comédia genial que diverte e faz reflectir.

