Fugindo à comédia “nonsense” este é mais um filme caracterizado pela crítica à sociedade americana. Também não é um filme “à lá” Adam Sandler, que embora sejam totalmente embutidos de piadas fáceis, tem o seu ponto moral. Este é um filme sobre o mundo da moda, do trabalho. Onde alguém que nada tem a ver com esse mundo, tende a adaptar-se e a fazer o necessário para sobreviver. Jogam aqui dois factores, ou duas vertentes muito importantes e que são caracterizadas como é comum nos americanos, por extremos. Se de um lado temos o viver a moda, bebê-la respira-la, entendendo-a como negócio e como “espécie regente da sociedade” por outro lado temos o completo desfasamento e até ódio a essa parcela de sociedade.
Anne Hathaway segue na mesma sintonia de “ O diário de uma princesa”, onde o patinho feio acaba por singrar e ser melhor que todos os outros. Meryl Streep é como sempre um monstro do cinema. Também Stanley Tucci está em grande plano.
Um filme mais para meninas que para meninos. Um filme de domingo à tarde.
![]()

As mulheres deixaram de engravidar. No ano de 2027 reina o caos no mundo com a perspectiva do fim dos tempos. A pessoa mais nova do mundo tem 18 anos. É neste cenário que se encontra Theo (Clive Owen), um ex-revolucionário que num dia ao ir para o trabalho, sobrevive a um atentado e resolve tirar umas curtas férias. Segue para casa do seu querido amigo Jasper (magnificamente, como sempre aliás, interpretado por Michael Caine) e ao voltar é raptado pela sua ex-mulher (Juliane Moore). A mulher tem uma missão para ele: escoltar uma jovem para fora de um país. O único senão é que a rapariga para além de ser imigrante está grávida.
