Sou só eu, ou começamos a ouvir a palavra IKEA com demasiada frequência no cinema? Baboseiras à parte estamos perante o filme mais frenético da era Pré-Dark Knight. Também baseado numa BD que eu desconhecido, é acção do inicio ao fim onde a certos momentos encosta o nosso querido Matrix a um canto.
Aliás falar em Wanted é falar numa mistura saudável de Fight Club e de Matrix/ 300 e todos os filmes que usam e abusam do efeito slow / fast motion. A primeira parte do filme é relatada pelo próprio interveniente James McAvoy (Wesley Gibson) onde a comparação com a personagem sem nome de Edward Norton no seu papel de Fight Club, não pode deixar de ser feita. A menção ao IKEA não é por acaso. Ou então pura e simplesmente a BD é assim (pelo menos é o que dizem...) e com este relato "on going" durante parte do filme, estamos entretidos enquanto vemos os efeitos especiais que sugerem os filmes acima mencionados. Para além do mais é óptimo ver um filme com o Morgan Freeman em que a voz "off" não é a dele.
Claro está que onde este é melhor que qualquer um deles é na “leading lady” que é... pronto... é aquele colosso. E nem me venham dizer que a personagem na BD não é assim, que é de outra cor, que eu não quero saber. O Peter Parker também tem ar de homem na BD e aquele escolhido tem o ar mais amaricado possível. No fundo Timur Bekmambetov faz um filmaço, na sua estreia pelo cinema norte-americano e logo com um elenco de primeira: o já mencionado James McAvoy, Morgan Freeman e Angelina Jolie.
Há séculos atrás foi fundada uma sociedade secreta de assassinos. Esses assassinos são indivíduos com habilidades extraordinárias que procuram devolver algum equilibrio ao mundo com mortes especificas. É a máxima dos fins justicarem os meios uma vez que cada morte previne milhares. Cada morte é apurada através de uma técnica milenar onde se lê o nome do alvo numa máquina de tecelagem. Ora o nosso herói, é um rapaz que tem uma vida normal e aborrecida. Uma chefe que odeia, uma namorada que o trai com o melhor amigo (isto n é muito normal), resumindo uma vida que odeia. Tudo se altera quando Kat (Angelina Jolie), vem trazer-lhe a notícia que o pai que nunca conheceu (sendo ele a elite dos assassinos), foi morto e que agora o autor da sua morte virá atrás dele. Se o filme até então tinha tido muita piada e tinha sido muito engraçado, começa a ser acção, acção, acção até final. Mesmo os momentos em que o rapaz se treina, são apelativos e até ao segundo final do filme. Vibrei como há muito não o fazia numa sala de cinema. E da Lusomundo o que é de estranhar!
Que venha agora The Dark Knight.
9/10
