Independentemente do primeiro segmento ter sido aceite ou não pela crítica o facto é que o filme, praticamente ficou pago na sua estreia. Dos 22 milhões que custou, resultou só nos EUA em 21 milhões nessa estreia e até sair dos cinemas já contava com 54 milhões. Len Wiseman tinha o jackpot nas mãos e um contracto para um novo filme.
Underworld Evolution, continua momentos a seguir ao terminus do primeiro filme. Agora em fuga com o novo amor da sua vida, Selene, vai tentar-se explicar ao vampiro original. Marcus de seu nome é filho de um ser imortal, que teve duas crianças. Uma mordida por um morcego e outra por um lobo, dando origem às raças que se combatem. Contar mais sobre a história seria acabar por estragar a experiência de quem não viu o primeiro.
Se visualmente o primeiro estava engraçado e se haviam erros visuais, neste isso não acontece. As cenas de acção estão praticamente imaculadas, sendo que se nota apenas alguma inabilidade de Kate (que não acontece no primeiro) em certas utilizações de Slow Motion, como heroína de acção. Wiseman também usa e abusa dos primeiros planos, à cara da sua esposa. Sem exagero, de dois em dois minutos, temos um “close up” da cara de Kate e embora aqui na redacção ninguém se importe, o facto é que não era necessário. A história atinge novas proporções e acabamos por saber se existe a possibilidade de uma sequência ou não. Mesmo havendo essa possibilidade, Kate já não quer entrar na franchise (pelo menos para já) e Wiseman após o veiculo que foi Die Hard 4.0., pretende outros voos. Iremos ter portanto, mais um Underwold 3 em 2009 sem Kate e sem Wiseman, não no futuro, mas no passado com Rhona Mithra no papel principal.
Se gostaram do primeiro e querem saber mais da história, esta longa-metragem age bem como sequela. Está graficamente melhor e tem novos e melhores inimigos. Se optarem por o filme sozinho… sem ter visto o primeiro, creio que não irá funcionar.
7/10

Será que a Rhona Mithra também usa cabedal? Sendo no passado não deve usar... hmm pena!