16 de Agosto de 2010

A história de como um livro nos vem parar aos braços, é sempre peculiar. Voltei a ganhar gosto pela leitura. E por incrível que parece tudo se deve… ao twitter e sobretudo ao acaso!

 

Li muito, em tempos idos, aquando dos meus 20 anos. Era frequente viajar de comboio e como tal, lia bastante, devorando sagas e livros soltos em menos de uma semana. Era mais inteligente na altura, pelo que alugava imensos livros na faculdade e gastava muito pouco dinheiro com isso (mais abaixo toco o porquê deste ponto). Lembro-me da aventura que foi ler as Brumas de Avalon, o Perfume, mais tarde o Senhor dos Anéis ou mesmo a saga do menino que sobreviveu. No entanto, comecei a trabalhar, a Internet transformou-se e com ela vieram os filmes e as séries, que se começaram a suceder a um ritmo galopante, comprei uma Xbox360, casei-me e os primeiros sacrificados, nessa loucura que é a falta de tempo, foram os livros.

 

A verdade é que ainda tentei ler algumas coisas… depois do capítulo final de Harry Potter, mas nada me satisfez. Li o Código de Da Vinci e desiludi-me, li “The Cell” de Stephen King e embora tenha gostado não era a mesma coisa. Mas no entanto envolvi-me no TVDependente pelo meu gosto de séries e vim a deparar-me (já que gostava imenso do autor) com “The Dark Tower” do mesmo King que falei acima. Lia-se nalgum link que carreguei, que a história era mais complexa que Lost e que a saga tinha sido uma das influências maiores da mítica série. No entanto após o primeiro capítulo desinteressei-me. Talvez por ser um inglês complexo, embora já tenha lido imensos em inglês (a saga Harry Potter, até alguns da saga Twilight), ou talvez porque não me envolveu nesse primeiro capítulo. E sim é verdade... li alguns livros da Saga Twilight. Li o primeiro e até gostei, li o segundo e vi-me grego para o acabar e não consegui completar o terceiro, porque era mau de mais e desisti por completo.

 

Mas felizmente tenho Twitter e entre algumas das pessoas que sigo, começou a existir um "zum zum", acerca de uma nova série da HBO a estrear em 2011 baseada num livro chamado “A Game Of Thrones” da saga "A Song of Ice and Fire". Perguntei o que era e lá me explicaram que era um livro de um tal de George R. R. Martin, conhecido por ter escrito para as séries "Beauty and the Beast" (sim com a Linda Hamilton) e "The Twilight Zone", que era composto por 7 volumes, mas só estavam escritos 4. E que era estrondosamente bom e avassalador.

 

Fiquei com a pulga atrás da orelha. Não o comprei, pois tal como muitos outros que tenho em casa (inclusive Sangue Fresco), ficaria empilhado e com muito poucas hipóteses de ser lido. No entanto chegou o mês de Maio e com isso a Feira do Livro de Lisboa. Impulsionado pela minha sede de “Sangue Fresco” fui até à bancada da editora Saída de Emergência para o adquirir, mas o destino entrou em campo quando a rapariga que está à minha frente, tem nas mãos o livro que descurei chamado “A Guerra dos Tronos”. Custava 10€ em preço de feira e eu pensei… porque não? Levei os dois.

 

Tal como pensava ficaram ambos parados. Sangue Fresco porque após a leitura do primeiro capítulo, não me atraía tanto quanto a série e outro… bom, porque simplesmente não o queria ler. Passou Junho e nada, mas no final de Julho entrei de férias e levei os dois livros comigo. Na primeira semana acabei Sangue Fresco. Gostei, não tanto quanto a série, mas no Twitter e Facebook, diziam-me que só tinha a melhorar. Que realmente o primeiro era o mais fraquinho. E fui à Fnac comprar o segundo. No entanto, não me queria embrenhar logo no segundo. Optei por experimentar o primeiro capítulo de “A Guerra dos Tronos”, afinal de contas dizia na contracapa que era a mais importante obra fantástica desde que Bilbo encontrou o anel. Porque não? Li então o primeiro capítulo e o segundo, terceiro e não consegui parar de ler. Li até voltar para o trabalho, altura em que com a azáfama e o desnorte de sair das férias, não li durante dois ou três dias, mas quinta-feira passada acabei finalmente o livro. Fascinado com a história resolvi comprar o segundo. Na sexta-feira, depois do trabalho e qual não é o meu espanto quando Domingo às 13 horas da tarde tinha-o acabado.

 

A minha senhora, ofereceu-me o terceiro e já estou a alta velocidade. Gosto de o ler. Têm tudo o que me atrai: intrigas palacianas (é mais ou menos medieval), honra, dever, mistério, guerra, magia, coisas sobrenaturais. O livro, as palavras, entranham-se  de tal maneira que não estou a conseguir saciar a sede de saber mais sobre a história. Sim, é assim tão bom!

 

No entanto tenho uma crítica a fazer à sua editora, a Saída de Emergência. Compreendo o risco que é num país como o nosso, lançar um livro destes para o público. Compreendo que tendo em conta a fantástica tradução de Jorge Candeias e trabalho de capa que o livro custe os 17 € (se bem que 14€, ou mesmo os 10€ de preço de feira, seria mais que justo). Mas não compreendo a necessidade de dividir os livros em 2. Foram editados 4 livros por George R. R. Martin, nós temos 8. Ora… cada um dos livros dele, origina dois nossos e os dele em inglês custam 10€, na Fnac… Não compreendo esta alarvidade de ganhar dinheiro, sentindo a necessidade de dividir os livros em 2 (129€ é um bocado abusado… é ¼ do salário mínimo nacional). Principalmente quando a Saída de Emergência está agora mais do que nunca presente em todo o lado com a Saga Sangue Fresco. É uma pena, parece-me um preço excessivo e é talvez por isso que agora, que ganhei novamente o gosto pela leitura, não consiga comprar mais livros.

 

Sobre a história dos livros em si... bom leiam, é o melhor que tenho a dizer. Aconselho vivamente: 10 em 10!

publicado por Ricardo Fernandes às 14:15 link do post
05 de Julho de 2010

Como o assunto do dia é a transferência de João Moutinho para o Porto, creio que é chegada a hora de transmitir a minha opinião pela selecção de todos nós e a sua prestação no mundial que ainda decorre.

 

Como já tive oportunidade de dizer, Queirós encontrou uma selecção que tinha a necessidade de se reconstruir e de encontrar novas soluções para uma selecção que se encontrava envelhecida. Mas da ultima selecção de Scolari, sejamos sinceros… só Figo e Pauleta deixaram mesmo de jogar. O resto ainda está em actividade, sendo que dos mais recentes só Petit, declarou de início que não queria jogar pela selecção e Maniche veio afirma-lo durante o apuramento. Queiroz poderia e deveria ter-se apoiado mais na equipa de Scolari, para conseguir uma qualificação confortável para o Mundial.

 

No entanto como todos sabemos, num grupo que continha Dinamarca, Suécia, Albânia, Hungária e Malta, só nos conseguimos apurar nos Play-Off contra a Bósnia-Hergovina. Os navegadores partiram para o mundial, esperando que Cristiano Ronaldo fosse o seu Bartolomeu Dias para passar o cabo das Tormentas, mas mal sabiam eles que a Adamastor já se encontrava no meio deles sob o nome de Carlos Queirós. Mas em verdade, a culpa nem é de Queirós. Não creio que haja vivalma neste país que não tivesse (já há muitos anos) plena noção de que ele é um mau treinador, um mau seleccionador. O apuramento do mundial dos USA em 94 foi um fiasco. Tínhamos as velhas glórias (Futre, Rui Barros, etc) no activo e a nova fornada de ouro (João Pinto, Fernando Couto, Figo, Rui Costa, etc) no activo e conseguimos ficar atrás da Suiça. Todo o resto que se seguiu para Queirós, resultou em fiasco, nomeadamente Sporting e Real Madrid. Portanto, não seria de esperar que agora é conseguisse atingir algo.

 

À parte das polémicas marcadas com a escolha de grupos, onde se integraram jogadores que vinham de longas lesões (caso de Pepe), Queirós escolheu uma base extremamente defensiva, sem nunca ter uma ideia de jogo definida:

 

  • Para guarda-redes escolheu Eduardo, Beto e Daniel Fernandes, deixando de fora Rui Patrício que fez todo o apuramento sem nenhuma internacionalização e Quim que após a derrota do amigável com o Brasil, não mais foi convocado.
  • Na defesa, chama 9 (?!?) jogadores, sendo que não podia contar com Bosingwa. Ricardo Carvalho, Pepe, Bruno Alves, Rolando, Ricardo Costa, Miguel, Paulo Ferreira, Duda e Fábio Coentrão, foram os nomes escolhidos. Mesmo afirmando Queirós, que Pepe havia sido convocado para a posição de Médio defensivo, não deixa de ser estranho a quantidade absurda de defesas que leva para o Mundial, pese embora que tanto Duda como Fábio Coentrão também poderiam fazer outras posições.
  • Para o meio campo escolhe como médios defensivos Pedro Mendes e Miguel Veloso (porquê a chamada de Pepe?), para médios Centro/ofensivos Raul Meireles, Tiago e Deco, para as alas Simão, Ronaldo, Nani e Danny. Como sabemos Nani veio a ser substituído por Ruben Amorim, um médio ala ofensivo, por um médio polivalente, mas mais vocacionado defensivamente e Danny que é suposto ser um médio ofensivo, jogou nas alas, claramente desposicionado e sem nunca brilhar.
  • Para o Ataque chama apenas 2 jogadores: Liedson e Hugo Almeida. Deixou nomes de fora como Nuno Gomes, Makukula ou mesmo Hélder Postiga.

 

O modelo por esta escolha embora extremamente defensiva, passaria sempre por adoptar a base deixada por Scolari, que já é usada há muitos anos por Portugal num 4-1-2-2-1, mas Portugal, ou melhor Queirós teve uma equipa diferente todos os jogos. Aliás, todas as selecções tem sempre uma estrutura táctica base e os jogadores encaixam-se aí. É assim com todas as selecções e Portugal, até Queirós, não era excepção.

 

O grupo, já mal estruturado por si, parece que teve muitos problemas de balneário que o seleccionador não soube gerir. Soube que Nani saiu da selecção que entrou em confronto físico com Simão Sabrosa, e que este ultimo também se envolveu em vários bate-bocas com Ronaldo. Depois houve a situação de Deco e claro, já depois da derrota, as palavras de Liedson, Hugo Almeida e do próprio Cristiano Ronal contra Queirós.

 

No entanto, tivemos no mundial e como este país funciona, nós tivemos uma vitória moral. Perdemos contra a Espanha, campeã do mundo e por isso está tudo bem ainda se não tenhamos jogado nada nos 4 jogos que fizemos. Portanto se Queirós diz, que empatar contra o nº 1 e perder para nº2 do mundo quer dizer que se tem que ir embora, eu digo sim, têm:

 

  • Contra a Costa do Marfim entrámos a medo no jogo: o pequeno Liedson, não conseguia fazer frente à defesa contrária, devido à enormidade física dos adversários; Deco teve um jogo muito mau e nunca conseguiu impor-se em campo, nas 3 ou 4 posições que jogou e claro Ronaldo, que tinha de recuar imenso para que lhe passassem a bola, ao contrário dos clubes que jogam com e para ele.
  • Com a Coreia, o país e Queirós iludiram-se. Realmente 7-0 é um resultado glorioso, mas parece-me que toda a gente se esqueceu que embora tenhamos marcado na primeira parte, a verdade é que a bola teve sempre na primeira parte com os Coreanos e tivemos realmente sorte, em não terem conseguido marcar nenhum golo.
  • O Brasil estava apurado. Jogou com alguns dos habituais titulares, mas a maioria eram jogadores sem grande experiência internacional. É um facto que não perdemos, mas este Brasil, deste Dunga? Tinha sido trigo limpo, para qualquer equipe do Scolari. Foi um jogo triste, onde não se percebeu como jogava Portugal sem pontas de lança. Eu até compreendo esta opção, se realmente tivesses bons alas e não o Duda e o Danny.
  • Espanha… mas como este jogo podia ter sido ganho… É um facto que Castela foi superior, mas Queirós nem tinha feito grandes asneiras na escolha da equipe principal. Voltou a meter Hugo Almeida (que jogou muito) na frente de ataque e a falha foi mesmo Pepe a titular (aos 30 minutos não se aguentava das pernas) e Ricardo Costa a defesa direito (com dois defesas direitos no banco). Portugal conseguiu fazer frente a Castela até, Queirós tirar Hugo Almeida por… Danny. Portugal perdeu a referência de ataque, que mais que jogar com bola, prendia o primeiro ataque Espanhol, com os centrais do Barcelona. 10 minutos depois foi o golo de Espanha e Portugal nunca mais se viu. Queirós ainda tira Pepe numa tentativa desesperada de ganhar o jogo e põe… Pedro Mendes (?!?!?!).

 

Ora, perguntava Queirós se perder com o nº2 era motivo de se despedir. Depois disto eu acho que sim. Depois de um apuramento (grupo mais fácil de todos) em que Portugal, por pouco não ia ao mundial e depois destas prestações, é claro que ele não tem capacidade para o trabalho. Que ele não se queira despedir por motivos financeiros, eu compreendo. Poderia colocar o lugar à disposição, honrando assim o país que representa. Mas dizer de todo que não se despede, pois a prestação é boa? Não acho que é de alguém com todos os neurónios no lugar certo.

 

Se Queirós esperava que Cristiano Ronaldo fosse o Bartolomeu Dias, ou até o Vasco da Gama, a verdade é que no meio de tanta confusão Ronaldo e os outros marinheiros nunca conseguiram dobrar o cabo livrarem-se do Adamastor que é Carlos Queirós…

publicado por Ricardo Fernandes às 15:00 link do post
20 de Maio de 2010

Estou completamente dividido entre apoiar ou não esta selecção. Por um lado, sinto que numa escolha ou noutra vou estar a trair uma parte do que me faz ser… eu.

 

Sou Português, sinto o meu país como poucos e nem falo nisto em termos futebolísticos. Amo verdadeiramente Portugal e sinto-me constantemente traído, pelas pessoas, pelas massas, pelos governantes que gerem este país. É certo que nunca fomos um povo conhecido por ter decisões que metessem este país a andar para a frente, mas também temos grandes momentos na história, de grandes mentes que tomaram conta do destino da nação e o tornaram glorioso! Soubemos soltar-nos de um estado cristão e de um condado fazer uma nação. Mantivemo-nos Portugueses, resistimos às invasões Espanholas, Francesas e até regências Britânicas. Descobrimos meio mundo, sobrevivemos a uma longa ditadura e tudo isto para desaguar em…. Sócrates. No entanto, continuo a orgulhar-me por sentir Portugal. Devia ser claro, não havendo hoje batalhas, nem invasões, que fizesse como toda a gente faz e apoiasse a minha selecção. Afinal sou Português não posso trair isso.

 

Mas por onde começar? Não gosto de Carlos Queiroz, não como pessoa, mas como treinador, não gosto da selecção que escolheu. Queiroz apanhou uma selecção que necessitava de ser renovada. Os gloriosos dias de Figos (Pesetero!), Rui Costa e companhia ficaram para trás e temos obrigatoriamente de meter caras novas na equipe. Queiroz fez mais que isso na altura da qualificação, testou e fartou-se de testar jogadores em jogos importantes, assumiu que não convocaria Ricardo (a coqueluche de Scolari) e tentou montar uma equipe de raiz, sem Petit, Costinha, Maniche, Figos, Rui Costas e Pauletas, mantendo a estrutura táctica de Scolari (que é na verdade a do Porto de Mourinho). Ora aqui foi o erro nº1, que por exemplo nesta época desportiva, Jesualdo Ferreira percebeu tarde demais, por outras palavras Jesualdo, saiu da tradicional tática do Porto, para uma nova mais similar a um 4-4-2 ao invés do 4-1-2-2-1 que sempre usou e usa a selecção. Se ele queria renovar teria necessariamente de estruturar a selecção de outra maneira. Esta estrutura resultava para aqueles jogadores, mas não resulta para estes novos. Depois há claro as questões dos Brasileiros. Se são bons? Claramente Deco foi um dos motores das belas campanhas em 2004, 2006 e 2008; Pepe é um central fenomenal, um poço de força e de rapidez e Liedson, por muito que me doa, é melhor que qualquer um dos pontas de lança de naturalidade portuguesa. Mas lá está… não são Portugueses. A selecção não é um clube! É suposto ser a selecção das melhores individualidades futebolísticas desse país e darem, unidos o seu melhor. Não duvido do profissionalismo destes jogadores com a Camisola das quinas, mas não é suposto serem profissionais. É suposto amarem a selecção e arrepiarem-se quando ouvem o nosso hino, é suposto ser a maior honra das suas vidas envergarem a nossa camisola e não pelo facto do país deles não os querer, serem profissionais com a nossa.

 

Queiroz que até é “considerado” por muitos o mentor das gerações de ouro das nossas selecções, devia ser o primeiro a travar este caminho fácil. Devia ter definido que isto é uma época de reestruturação e retirado a pressão dos jogadores e apostar em Portugueses para a selecção. Bolas!!! Até a música é estrangeira! Não podia ter falado com os Xutos, os Diolinda, porra até os inúteis dos Delfins e fazer uma música nacional para a selecção?

 

Certamente chegará o dia em que joga a selecção e eu irei ver… mas vou vibrar? Vou seguir todos os passos atentamente como já o fiz? No apuramento não o fiz e agora não o vou fazer também.

publicado por Ricardo Fernandes às 12:35 link do post
18 de Maio de 2010

A notícia corre tudo o que é jornal e página de Internet deste Portugal. Bruna Real, era até há bem pouco tempo uma professora primária numa Escola de Mirandela, até que posou na edição de Maio para a Playboy Portuguesa.

 

Pelo que me apercebi a Stôra Bruna, não é capa da revista, nem sequer é a Playmate de serviço. Ela aparece sim, na secção de moda temática, onde juntamente com outra rapariga aparece tal qual veio ao mundo. Ora estando em Portugal, não é de estranhar o burburim que se instalou em Mirandela, pelo que após uma pequena pressão dos pais desta escola primária, a autarquia encostou a rapariga e transferiu-a para a secção de Arquivos da cidade.

 

Eu adoro defender a liberdade individual de cada um, mas até aqui eu ficaria reticente em ter um filho meu a ter aulas com uma professora que já viu nua. Ora, há gente parva em todo o lado, mas eu não consigo entender o que passou na cabeça da miúda, mas certamente ela não está na posse de todas as faculdades mentais para se expor a este nível, numa revista masculina e não esperar repercussões. Só pode ser parva todos os dias. Há actividades extra-curriculares que não… mas não dão para conciliar com certas profissões. Se a Cláudia Jacques tem uma exposição diária mediática, foi despedida do seu trabalho como relações públicas, esta esperava o quê? Depois há problema, que afecta o crescimento de qualquer rapaz adolescente. Sonhar em ver a professora nua até saudável, ver… é de facto outro assunto.

 

Parece que a rapariga sempre teve o sonho de ser modelo e esta foi a forma como conseguiu ter exposição. Foi mal jogado. É verdade que hoje é mediática e com alguma sorte ainda será capa de uma Maxmen e quiçá da própria Playboy, pouco mais será, pois verdade seja dita, é um bocado feia… o certo é que não voltará a ser professora.

publicado por Ricardo Fernandes às 14:09 link do post
13 de Maio de 2010

 

Embora consiga entender que o meu país precise de mim, a verdade é que a crise e o envolvimento do meu salário na mesma, está a causar-me uma enorme celeuma mental.

 

Faz-me alguma confusão que ainda a semana passada, Sócrates jurava a pés juntos que o investimento nos “monumentos de dimensões épicas” que seriam, o Aeroporto, o TGV e as auto-estradas, eram vitais para o desenvolvimento e consequente regressão do défice português, e mais, que não subiria impostos, para esta semana se preparar para nos atribuir 1% a mais de IRS (pelo menos a quem ganha até 2500€) e subir o IVA novamente em 1% também, fazendo com que a baixa do imposto, não tenha servido mais que manobras de diversão para as legislativas. E claro, cancelar as obras públicas que tanto eram vitais.

 

Compreendo todos os contornos, que fazem com que seja necessário esse aperto, o que eu não compreendo é porque é que há uma semana, eles eram possíveis de se realizar. Não concebo, como é que um governo não tem esta noção. Sócrates consegue ser, além de mentiroso, aldrabão e ladrão, um péssimo profissional. Qualquer um de nós, no seu local de trabalho, se tivesse algum lampejo de performance como esta era despedido na hora. Se eu afirmasse que teria dinheiro, para investir em marketing dos meus produtos, tornando-os competitivos no mercado e passado uma semana, tivesse que dar o dito por não dito e ainda por cima, informar que teria de aumentar os preços, deixando-os completamente fora do mercado, haveria algures pelo meio um péssima gestão do produto e o meu patrão correria comigo da empresa.

 

Ora de todos os pontos, parece-me que esta medida anti-social, não só é isso mesmo… contra os de sempre, como também é contraproducente. Ora se eu quero tornar o mercado português competitivo e estimular o mesmo, eu não posso diminuir o seu poder compra e ainda por cima aumentar os custos dos produtos, essenciais e não essenciais. A lógica dita que, para haver um maior consumo, tem de efectivamente haver um maior poder de compra. Claramente, o que se vai verificar até final do ano é uma retracção do investimento do mercado. Neste ponto, por fim há também que verificar que ao contrário de Espanha, nós não podemos congelar salários, pois já o estão e por conseguinte baixar em 15 ou 17% os salários do governo está absolutamente fora de questão.

 

Mas tal como o Teixeira dos Santos disse à Bloomenberg, o povo é sereno e será mais uma vez esventrado analmente, como se nada fosse e acatar tudo o que o Governo impõe sem qualquer objecção.

 

O que me espanta ainda em Portugal é que vimos nos dois últimos fins de semana milícias futebolísticas na rua, contra clubes de futebol, inclusive estão a organizar-se claques para evitar os festejos de final da Taça do Futebol Clube do Porto nas ruas de Lisboa, mas agir contra o Governo, contra por exemplo os aumentos de Gasolina, ninguém pega em bolas de golfe para arremessar aos carros novos do governo e no meio desta crise toda ainda se gastam 75 milhões para receber o homem de branco.

publicado por Ricardo Fernandes às 15:04 link do post
11 de Maio de 2010


 

Tenho um misto de três sentimentos a pairar sobre a minha cabeça. Estou extremamente feliz, estou irritado ao ponto do espancamento e finalmente tenho medo.

 

As duas primeiras são de futebol. O meu clube sagrou-se campeão nacional 09/10. O Benfica é de facto a equipa que melhor futebol pratica em Portugal e é um justo vencedor deste campeonato. Foi forte desde a pré temporada até final da mesma, foi a equipa que mais golos marcou, que sofreu menos golos (a par do Braga) e ainda tem em Óscar “Tacuara” Cardozo, o melhor marcador da liga neste ano. Estou portanto radiante! Estou tão feliz que em Junho até vou comprar uma camisola do Glorioso, se bem que não sei se compro a nova… não gostei lá muito dela. Este ano vibrei, delirei e irritei-me com futebol como nunca… Este foi o ano do Benfica!

 

Estou irritado pela selecção nacional. Não percebo Carlos Queiroz e as suas escolhas. Eu critiquei e muito Scolari. Achava que por muito bom motivador que fosse, era mau treinador, era embirrento e mesquinho, mas a verdade é que eu não me lembrava de Queiroz na primeira vez que lá passou e do Sporting só me lembro que comeu 6-3 do Benfica! A verdade é que nunca singrou a nível de clubes e de selecções principais também fez muito pouco. Se Queiroz, apanhou um período em que era necessária a renovação da selecção que durante tantos anos, foi carregada pelo “pesetero”, também é verdade que destruiu tudo o que de excelente, acabou Scolari por fazer. A campanha de apuramento foi miserável, no grupo mais fácil de todos e a escolha dos “24” foi não só uma bestialidade completa, como faz-me pensar seriamente se o próprio Carlos Carvalhal não faria melhores escolhas. Ainda não consigo compreender como é que não se convoca o Quim (que é um mau Guarda-Redes, mas foi titular nos 28 jogos do campeonato) e se convoca suplentes e jogadores do Campeonato Grego, decerto mais competitivo que o português. Para piorar ainda abomino mais Queiroz, porque não suporto o “I Got A Felling” e porque terei de ouvir essa merda, vezes e vezes sem conta.

 

Tenho medo do que Sócrates irá fazer. Parece que a teimosia que lhe imperava em fazer as grandes obras públicas finalmente acabou e sob aviso sério da Europa vamos ter de apertar o cinto novamente. A subida do IVA dos 20% para os 22% parece clara e pouco afectará no dia a dia, mas o corte no subsídio do 13º mês é grave. Nem que me tirem 25% e não todo, é grave. Eu já não tenho sequer buracos no cinto para apertar! E como as coisas estão nem sequer preciso do subsídio para comprar coisas novas é antes, para manter as contas estáveis. Quer dizer que a continuar assim, é mais um ano sem férias, sem camisolas do Benfica e sempre a sofrer todos os meses.

 

Tenho portanto, um misto de sentimentos. Estou feliz, irritado e tenho medo.

publicado por Ricardo Fernandes às 10:28 link do post
06 de Maio de 2010

Os dados foram lançados. No trabalho a semana toda é de férias. A Wifey já sabe o que se pretende e aos amigos também já dei a dica: Juntem-se, quero um Gira-Discos e um LP.

 

A moda já não é assim tão recente, nem sequer é prática, mas neste revivalismo, este Renascimento, Iluminismo dos anos 70 e 80 que infestou a nossa vida comum, isto é o que eu quero. Qualquer dia, teremos de volta o velho vídeo ou as cassetas BETA de volta. Sim! Essas mesmo que só tinham um rolo.

 

O renascer deste passado, é algo estranho, pois é muito recente (comparativamente à época em questão). Mas Portugal é um país que continua apegado ao passado como nenhum outro, que vive de velhas glórias e velhos feitos. Senão vejamos, cada vez mais existem lojas com roupas “renascidas das cinzas” como em Lisboa existe A Outra Face da Lua, ou mesmo as lojas actuais que adoptam roupas e marcas dos anos 80. Aliás, até os Ténis Sanjo estão de volta! O revivalismo açambarca temas como os programas do Markl na rádio, o cinema (com os milhares de Remakes) e até Portugal teve/têm o “Conta-me como foi”, com o excepcional Miguel Guilherme.

 

Mas voltando aos Gira-Discos. Quero poder chegar a casa depois do trabalho, tirar um daqueles discos memoráveis e enquanto faço o jantar, ouvi-lo de uma ponta à outra. Vou ter discos, dos U2, dos Doors, de Metallica e claro os que vou ter todos: Iron Maiden. O meu primeiro disco terá de ser necessariamente o Somewhere in Time e a partir daí tudo vale. Claro que isto vai levar a guerras caseiras, o meu gosto musical é totalmente diferente do da minha Wifey, mas será uma guerra saudável. Ela vai querer ouvir Beatles e eu Maiden… está tudo bem…

 

Posto isto, se fores rico e gostares de mim, ou só gostares de mim, ou ainda se não gostares de mim, mas não sabes o que fazer ao teu dinheiro, contribuí para a minha prenda de Anos e oferece-me um Vinil dos Maiden e o Gira-discos que tanto anseio. É já dia 8 de Junho.

 

publicado por Ricardo Fernandes às 10:12 link do post
03 de Maio de 2010

 

Eu já vos disse que tive muitos blogs, mas um dos que teve mais sucesso foi a Tasca do Zé. Hoje continua activo, pelos comentários que vai recebendo mas há mais de uns 4 anos que não é actualizado. Não ponho o link, porque já nada tenho a ver com essa vida, mas tenho de relatar uns episódios curiosos.

 

O blog era essencialmente um blog de scans. Eu na altura scanava os ensaios das revistas masculinas e punha online. Era um tempo em que não havia a quantidade de sites e fóruns acerca do assunto que existe hoje, pelo que me dava imenso prazer, scanar e depois trabalhar as fotos. Aliás, foi assim que aprendi muito no Photoshop. A determinada altura  já não me lembro se foi na extinta revista EGO, saiu um ensaio da Filipa Gonçalves. Quem não conhece, pode fazer uma pequena pesquisa no Google e descobrir que a Filipa foi em tempos um “Filipe” e que é filha desse grande senhor do Futebol: Néné.

 

O motivo pelo qual refiro este post em particular e devo salientar desde já, que não tenho nada contra a rapariga, acho que cada um faz do seu corpo aquilo que quiser, é que vi agora um email de um comentário a esse post, que na altura da parvoíce se chamou “Ele ou Ela?”, a falar directamente com ela.

 

Ora, uma pesquisa pelos outros comentários acerca do mesmo post, revelam que alguns comentam o facto da mudança de sexo (para o bem e para o mal) mas há dois tipos em particular, que se dirigem à Filipa Gonçalves, tendo inclusive deixado os e-mails para posterior contacto da rapariga. Um dos comentários refere o seguinte:

 

"De “$#%$#$” a 5 de Abril de 2010 às 17:14

ola Filipa,peço desculpa estar incomodar,mas estive ver programa de hoje da Júlia e fiquei impressionado com tua realidade e coragem,admiro muito tua coragem,gostaria de poder conversar contigo pois gostei e admiro-te muito,deixo meu email para caso de aceitares meu pedido, “xxxxxxxxx@hotmail.com” fico aguardar resposta com carinho e amizade,obrigado pela atenção.bjs"


A pergunta que me surge na cabeça é a seguinte: Mas quem é a besta, aliás, o acéfalo que vai a um blog que se chama A Tasca do Zé, que vê um post com o nome da moça a dizer “ele ou ela?”, e tira a ideia que a rapariga é que escreveu o post e que o blog é dela? Ou, quanto mais não fosse absurdo, que ela fosse ler os comentários a este post?

 

Mas qual é o desespero desta gente? É que para piorar, não é o único comentário assim, ao longo deste post e de outros de outras raparigas há gente a pensar seriamente em comunicar com eles através do blog.

 

Impressionante!

 

P.S. Tirei os nomes e emails do comentário.

 

publicado por Ricardo Fernandes às 12:39 link do post
03 de Maio de 2010

Sou uma pessoa com alguns problemas de mau génio quando vejo futebol. Gosto de dizer as asneiras que quero, quando quero e quando me apetece. Ao pé dos meus sogros, não o posso fazer. Pior que ver o Benfica perder a hipótese de se sagrar campeão nacional no estádio dos mete nojo, só mesmo não poder dizer uma coisa sequer violenta da minha boca fora.

 

Eu não tenho Sport TV. Acho um desperdício de dinheiro para quem como eu só vê os jogos do Benfica. Para além do mais, recuso-me a pagar quase 30€ e ainda assim comer com publicidade a toda a hora. É certo que sigo o resto do campeonato, mas não tenho paciência para ver jogos de futebol sem ser do meu clube. A não ser que seja um jogo importantíssimo e eu não tenha mais nada que fazer. Mas os meus sogros têm e com toda a amabilidade que tenho de lhes reconhecer, dispõem-se sempre a dar-me jantar e deixar-me ver o clube do meu coração.

 

Ontem vi o meu clube perder sem dó nem piedade no Estádio do Dragão. Ganharam com toda a justiça, independentemente de quem queira lamentar que fomos roubados. Não fomos! Quer dizer, não fomos mais que os outros e só tenho de dar os parabéns aos tripeiros nojentos pelo grande jogo que fizeram, mesmo com 10.

 

No entanto, vocês não sabem o que me dói ver futebol com os meus sogros. Um gajo não pode dizer nada, mas mesmo nada! Quantas vezes ao ver o Carlos Martins a falhar passes me apeteceu chamar-lhe nomes e não pude! É o desespero.

 

Portanto por muito que me custe , é a ultima vez que vejo um jogo grande de Futebol com eles (pelo menos desta natureza). Mais vale só, num café a dizer o que quero e o que não quero, mas não vejo mais bola assim. A minha fúria não me permite ser simpático e afável com os outros.

publicado por Ricardo Fernandes às 12:08 link do post
28 de Abril de 2010

 

É espantoso como tudo na vida se resume a um “click”. Pelo menos para mim é assim. Posso pensar, reflectir e chegar à exaustão em inúmeros actos deambulatórios da mente, mas um simples pensamento chegando do nada é que me soluciona a questão e me acalma a mente.

 

 

Um casal novo discute para marcar posição relativamente a determinados aspectos da vida conjugal. Se é um casal que passa pela experiência pela primeira vez, é muito complicado. Se por algum motivo, acrescentarmos factores externos, como dinheiro por exemplo, mais complicado fica. As discussões acontecem e são frequentes e mesmo que um dos pares tenha razão, já há tanto historial que o outro não se apercebe e não quer saber, até porque a preservação do ego inerente ao espírito humano, entra em piloto automático e já não ouve nada.

 

Nessa altura há uma ruptura total, um cavalgar de emoções que impede qualquer um dos membros do casal de ouvir, de parar e de se acalmar. Se juntarmos algumas condicionantes de foro psicológico, o caldo está entornado e entramos numa jornada que leva à crise final entre o casal.

 

Mas a solução às vezes passa pelo tal “click”. Uma das pessoas tem de ceder. Tem de dar prioridade aos problemas e dores do outro, deixar um pouco o seu ego de lado e ter esperança que um dia chegará a sua vez. Que as necessidades que agora têm, são menores que as do outro e que a seu tempo, porque ainda existe amor entre o casal, o outro ficará bem e poderá tomar conta de nós, de nos pegar ao colo e nessa altura retribuir o carinho e dedicação com que cedemos as nossas vontades em detrimento do seu bem estar. A pessoa que cede, também não deve ser cega e ceder por ceder. Deve ceder naquilo que é mais importante e naquilo que é grave para o outro, mas não deve deixar-se cair. Deve ter em mente que a sua vontade também terá de ser saciada mais cedo ou mais tarde, mas sem nunca deixar de perceber que o outro agora é mais importante.

 

Um “click” permite essa cedência de passagem, um rasgo de pensamento simples, permite que tudo melhore da noite para o dia e permite perceber que afinal, as nossas necessidades não são tão urgentes como à primeira pareciam ser.

 

(Foto de Sofia Cristina Carvalho, intitulada de Se me é negado o Amor..., retirada do site Olhares)

publicado por Ricardo Fernandes às 16:12 link do post
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