19 de Novembro de 2007

Fui ver este filme, sem expectativas. Não vi o trailer. Nunca vejo trailers e faço os possíveis para os evitar. Não quero com isto dizer, que não são necessários ou que, não revelem por vezes filmes que normalmente não veria, mas o certo é que há filmes para os quais eu não preciso absolutamente de trailers e este é um deles. Mas dizia eu, antes de me perder, que fui sem expectativas, um filme de vampiros, com um herói bonito e uma miúda bonita, numa cidade isolada do mundo durante 30 dias de escuridão baseado numa BD de culto é mais que razão suficiente para levar às salas de cinema.

 

A cidade de Barrow no Alasca, todos os anos sofre de privação solar durante 30 dias. Nesse tempo a cidade está completamente isolada do exterior. Não há aviões, nem carros a ir de uma cidade a outra, pois para além de ser noite, ainda há tempestades violentas. No último dia de sol, chega um estrangeiro misterioso (interpretado pelo subvalorizado Ben Foster) à cidade. Com ele chega a morte e a destruição. Foster não é um vampiro. Será mais um “batedor” que na promessa da vida eterna, procura cidades para que um grupo de vampiros seculares, possam saquer e saciar a sua sede. É nessa primeira noite que se instala o caos e os cidadãos de Barrow liderados por Eben e Stella Oleson (Josh Harnett e Melissa George) vão fazer tudo para sobreviver 30 dias de escuridão.

 

Não é um filme fenomenal, mas mais que cumpre o seu propósito. As cenas de gore e mutilação são levadas a cabo com mestria. O próprio vampiro é diferente. Não é convencional como um Drácula, mas também não é saído das páginas de Anne Rice, onde a elegância impera. São visceralmente cruéis e deformados, mas não no jeito que os vampiros da Buffy são, num aspecto mais sombrio e mesmo antigo, como já disse secular. A sensação que temos é que caminham e fazem isto há idades intemporais utilizando até um dialecto que de todo soa a algo muito, muito antigo. Seja criança, velho, novo, homem ou mulher, estes vampiros liderados por Danny Huston (que surpresa) não fazem distinção, são completamente aterradores e cruéis. A mutilação que vemos, leva-nos a dar saltos na cadeira, de tão poderosas que são. De facto a realização de David Slade, que só tinha visto num registo completamente diferente em Hard Candy (e daí talvez não), é uma agradável surpresa. Talvez a única semelhança são os constantes momentos de tensão e relaxamento pelos quais passamos no filme: ora estamos aos saltos na cadeira, ou estamos a respirar mais um pouco mais aliviados, mas tensos à espera do próximo susto. Creio até que a determinadas alturas Slade,faz incursões pelas cores que Tim Burton utiliza. O Branco, o negro e o vermelho. Há inclusive um plano, onde se percorre a cidade por cima, olhando para o que está a acontecer no chão e o que vemos são criaturas negras a dilacerar tudo o que encontrar e o vermelho de sangue a ficar espalhado numa neve puramente branca.

 

Como é óbvio, nem só de horror e macabro, sobrevive o filme. Se bem que é introduzido logo no inicio do filme, uma separação entre o casal protagonista do filme, o facto é que a crise os leva a superar essa barreira e onde havia falta de diálogo, há agora compaixão, amor e aquele sentimento mártir que os americanos tanto gostam de sacrifício.

 

Um filme destes é para ver de mente vazia, apenas para o coração bombear o sangue… um pouco mais depressa nas veias.

 

7/10


É mesmo feia!

publicado por Ricardo Fernandes às 11:26 link do post
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Tenho curiosidade em ver este filme e apesar de gostar de vampiros com classe (os da Anne Rice como mencionas por exemplo) apetecia-me neste filme ver umas cabeças a rolar e muito gore. Pelo que dizes parece que é isto mesmo.

Gostava também era de ler a BD primeiro.
_loot_ a 19 de Novembro de 2007 às 16:54
Acho que é melhor leres depois... Ainda ficas sem gostar do filme! Um abraço!
Ricardo Fernandes a 19 de Novembro de 2007 às 16:58
Também gostei, não sendo de facto fenomenal cumpre bem os seus propósitos e tem uma componente visual envolvente, algo que já ocorria no bem diferente "Hard Candy". Veremos se o Slade continua a acertar na próxima...
gonn1000 a 19 de Novembro de 2007 às 22:54
Sim, o dialecto caiu bem mas as deixas dos vampiros eram mto pobres...
Para além do banho sangue há a actuação do homem tresloucado e a neve. Pouco mais, mas como dizes também mais não era exigido (e isto não quer dizer que não tenha gostado!).
Já não via um filme que me fizesse saltar da cadeira há algum tempo :P
Filipa a 20 de Novembro de 2007 às 23:33
Feia? É uma opinião!...
Afronauta a 23 de Novembro de 2007 às 11:57
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