14 de Novembro de 2007

Desde que se sai de casa, pega no carro e se compra o bilhete, a expectativa aumenta e cresce a um ritmo galopante. A espera até que chegue a hora marcada é ainda pior, quando se sabe que só podemos estar perante um grande filme, ou não saibamos de antemão que um embate cinematográfico entre Denzel Washington e Russell Crowe têm a obrigação de ser memorável. Mais ainda, quando a comandar estes dois guerreiros da sétima arte existe um comandante chamado Ridley Scott.

 

Arriscaria dizer que estava perante o filme do ano, não no que o filme me disse, mas pela perfeição com que está montado, estruturado, mas este ano existe o “The Fountain” (pelo menos aqui em Portugal). Os protagonistas, tem personagens complexos, extremamente interessantes, aliás, qualquer personagem do filme, tem um papel importante a desempenhar, ainda que não esteja desenvolvida na sua plenitude. Em suma, um filme carregado de estrelas já galardoadas com a estatueta d’ouro, só podia ser bom e foi com essa expectativa que entrei na sala de cinema. Não saí defraudado, é um grande filme.

 

Ao contrário da maioria das histórias de cinema, este filme não é sobre a perspectiva de um personagem, ou sobre a vida de um, é dos dois protagonistas. À semelhante do que existe em filmes como Heat e será talvez a maior semelhança com outros dois grandes actores que aguardamos incessantemente o confronto. A sinopse é simples: Numa América em pleno confronto do Vietnam, onde a loucura de finais dos anos 60 e inícios de 70, reinam as drogas, a polícia corrupta e os traficantes, temos a história de dois homens. O jogo do gato e do rato, o policia e o ladrão ou neste caso traficante. Russel Crowe é Richie Roberts, um dos poucos polícias honestos que lhe é dada a missão de desmontar as redes de tráfico de drogas pesadas em Nova York. Denzel Washington é Frank Lucas, o agora “boss” das drogas em Nova York, um homem de família, hábil, culto e um negro de Harlem (esta parte é importante pois quem controlava o tráfico de drogas seria a Máfia Italiana e nunca um negro! Ou pelo menos pensava-se assim).

 

O filme é a história de como é desmontada a maior rede de tráfico da história dos EUA até então. Como disse anteriormente, Ridley Scott tem a audácia de desenvolver os personagens, colocando-nos na pele de cada um deles, de lidar com os problemas pessoais de cada um e ainda conseguir que nos interessássemos por saber mais de personagens como o polícia corrupto de Josh Brolin (Goonies… quem diria!), Cuba Gooding Jr. (embora se fosse outro não faria diferença, está muito bem), Carla Gugino ou ainda Chiwetal Ejifor, que é um excelente apoio à personagem de Denzel. Se não fosse apenas pela forma como as personagens são desenvolvidas e tratadas, Scott ainda tem o dom, que todos conhecemos para as cenas de confronto (não querendo revelar muito, o clímax – e muito bom por sinal – do filme são os minutos que Denzel e Crowe partilham o mesmo ecrã), ou mesmo as cenas de acção que são de uma velocidade e brutalidade que chega a ser brilhante demais para ser verdade. É uma das melhores obras cinematográficas sobre a ascensão e queda de um Gangster (muito ao jeito do Scarface, nesse sentido, sem obviamente a “baixaria” e os tiros de Tony Montana), complementada com um jogo policia fora do comum.

 

É um filme que é obrigatório e que certamente terá a maioria dos Oscars da Academia.

 

 

P.S. Se Ridley Scott não ganhar este ano, nunca mais quero saber dos Oscars (se bem que eu digo isto todos os anos).

publicado por Ricardo Fernandes às 12:50 link do post
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Amanha é um grande dia, estreia este e Control. Não sei qual verei primeiro mas são dois obrigatórios.
_loot_ a 14 de Novembro de 2007 às 15:00
Control? N conheço! Vou ao imdb
Ricardo Fernandes a 14 de Novembro de 2007 às 16:20
É o filme sobre a vida de Ian Curtis o vocalista dos Joy Division
_loot_ a 14 de Novembro de 2007 às 17:31
Já agora, o Control tem como realizador o Anton Corbijn, fotógrafo dos U2, depeche mode e outros mais...
Hélio Martins a 14 de Novembro de 2007 às 18:01
Vamos lá ver então...
Ricardo Fernandes a 14 de Novembro de 2007 às 20:08
É capaz de ser giro sim...

(porque é que ainda não está o meu blog ali do lado direito? cof)
Filipa a 14 de Novembro de 2007 às 20:15
Não preciso nem do Ridley nem do Russel para ir ver este. Basta-me, como é costume, Denzel. Já vão uns anos em que não perco um filme dele no cinema. Um abraço Ricardo.
Knoxville a 14 de Novembro de 2007 às 22:04
um comentário entusiástico o teu. a crítica não está a apreciar muito, mas eu vou de certeza vêr. abraço cinéfilo
luís a 15 de Novembro de 2007 às 14:02
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