27 de Novembro de 2006

A figura sobre a qual este filme espelha, é a figura que vive no imaginário de todos os homens que conheço. Algumas mulheres também, mas mais os homens. James Bond é aquele que todos gostariam de ser e “outros” de ter… É um espião com requinte, charme, postura. Extremamente inteligente, dotado de uma cultura vastíssima, bons fatos, magníficos relógios e carros de outro mundo.

Depois de tantos James Bond, passando por Sean Connery a Roger Moore ainda Timothy Dalton ou ainda do mais recente Pierce Brosnan, qual a melhor maneira de fazer um novo filme? Quem seria o actor? Uma continuação seria o caminho lógico, não apresentando qualquer desafio. Um sucesso por si só já garantido, fosse o filme bom ou não, mas Pierce não quis fazer mais nenhum. Então depois de 20 filmes (mais 2 não oficiais) como fazer este filme? Talvez reinventando. Casino Royale é uma reinvenção de James Bond, mais que James Bond, é uma reinvenção do “franchising”.

Este James Bond é mais rude, cruel, frio que os outros. Não deixa de ter todas as características que fazem dele um Bond, no entanto é duro. Escolheram Daniel Craig para a tarefa. A escolha foi rodeada de toda a crítica possível e imaginária. Daniel Craig não é o modelo de um homem bonito, nem sequer aparenta ser charmoso à primeira vista. Eu próprio achei a escolha desadequada e como me enganei… Este é o Bond que sempre quis ver.

A história é simples. Pegou-se no primeiro livro de Ian Fleming, reescreveu-se para cinema uma história que já em 1967 (Casino Royale) tinha passado pelo grande ecrã, mas mais em formato comédia e deu este filme genial. São os primórdios de Bond. James acabou de receber a sua primeira missão após tornar-se um “00”. Em África, a sua missão é capturar um bombista que lhe dará acesso a um “peixe” maior, um homem conhecido como Le Chiffre (Mads Mikkelsen).

Bond não é bem sucedido e quando M (Judi Dench) o repreende, parte numa missão a solo, para justificar que ele foi bem promovido a “00”. Após relativo sucesso Bond parte para a sua segunda missão. Em Casino Royale terá lugar um jogo de poker milionário com Le Chiffre. A sua missão é infiltrar-se, jogar e ganhar. É acompanhado por Vesper Lynd (Eva Green), a Bond Girl de serviço (sem palavras… apenas estonteante), agente da tesouraria que estará encarregue do dinheiro que Bond irá usufruir para o jogo.

Mais, seria indecente da minha parte contar aqui. Só vos posso dizer que o filme é repleto de um género de acção nunca antes vista em filmes da saga 007, de um enredo e engenho nunca antes imaginados. A meio do filme vocês irão perguntar-se: Mas quem raios é o Pierce Brosnan?

De todos os Bonds este é o mais perfeito e o melhor filme da saga na minha opinião. É o segundo da longa lista de 21 que tem um “twist”, e que “twist”…

James Bond: I think I'll call it a Vesper.
Vesper Lynd: Why, because it leaves a bitter aftertaste in your mouth?
James Bond: No because once you've tasted it, you won't want anything else.


publicado por Ricardo Fernandes às 16:35 link do post
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finalmente um filme do Bond que consigo ver até ao fim e melhor.... consigo GOSTAR realmente do filme! ía com uma expectativa mto baixa para este filme, não acreditava nada no moço... mas pronto, fui surpreendida pela positiva ;)
Filipa a 27 de Novembro de 2006 às 17:06
Pelo contrário... permaneci até ao final do filme, mas com alguma impaciência. Prolongou-se demasiado!

Violência mal estruturada , exploração gratuita do mito do 'másculo', postura pouco convincente de '007 misto charme e agente secreto', esboço de uma fisionomia 'forjada', sem naturalidade, em estilo de pose 'figée'.

Efeitos especiais... sim, das poucas coisas q salvam o filme q dá continuidade à 'saga 007'.
'M' sempre impecável, a Bond girl ao estilo actual no feminino... independentemente, um belo olhar, tema de Chris Cornell lindo ... estes os pontos q me agradaram! Sem mais.

Sensibilizada pelo olhar poisado em meu espaço.
miosotis a 29 de Novembro de 2006 às 02:23
http://www.uab.edu/cordweb/test/phpBB2/files/hot-chick-video-young-wgx/
Anónimo a 31 de Março de 2007 às 17:43
Este não é o melhor Bond. Basta ver Sean Connery em Golgfinger, ou Operação Relâmpago, Só se vive duas vezes, são simplesmente lindos. Este Bond roça a razoabilidade que é permitida a algo que se permitiu recriar. O seu argumento é destronar os outros mundando o prisma de acção. O filme não enfrenta os outros Bonds apenas diz: «vamos mudar o estilo» o que é perfeitamente legítimo.
Mas não consigo ver nele o melhor Bond...
marcosmartins1401@hotmail.com a 12 de Abril de 2007 às 11:43
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