22 de Novembro de 2006

Estava até bastante ansioso para ver este filme, uma vez que a capa está extraordinariamente mística e apelativa às minhas memórias de infância (quando amava incondicionalmente o David Copperfield). Edward Norton, Paul Giamatti, Jessica Biel e Rufus Sewell contribuíram para aumentar a minha ansiedade. Para não ser defraudado por mais expectativas criadas e manter-me na ilusão do mundo da magia, resolvi não procurar nada sobre o filme. Apenas sabia que se passaria algures em Inglaterra no início do século passado e existiria uma história de amor.

O Ilusionista é um filme baseado num conto de Steven Milhauser: Eisenheim the Illusionist. Conta a história de um jovem de uma família modesta e pobre, que um dia conhece um “Mago”. Este mágico faz dois “truques” ou “feitiços” só para o rapaz e desaparece sem deixar rasto. Foi o momento determinante de viragem na vida deste rapaz que passa a dedicar-se ao Ilusionismo. Conhece ainda na juventude, uma rapariga, uma condessa para ser exacto e apaixonam-se os dois. Quando o amor destes é descoberto, são proibidos de se verem e rapaz parte para uma viagem no mundo à procura de novos feitiços. Retorna adulto como o Ilusionista Eisenheim (Edward Norton). Monta um espectáculo e faz tanto sucesso que o Inspector Chefe Uhl (Paul Giamatti) e o Príncipe Herdeiro Leopold (Rufus Sewell) vão assistir ao seu espectáculo. Eisenheim não contava no entanto com a “futura” companheira do Príncipe: ela é Sophie (Jessica Biel) a sua amada de infância.

O lógico e natural acontece os dois voltam a apaixonar-se e sob vigilância apertada de Uhl, o Príncipe tem conhecimento e lança-se numa guerra pessoal contra Eisenheim.

Realizado e adaptado por Neil Burger, tem um excelente jogo de cores, como parece agora norma (e muito bem) no cinema de Hollywood. O uso e abuso de contrastes só fica bem, principalmente quando temos como pano de fundo as ruas de Viena, carregadas de história em todas as arestas e caminhos da cidade, ou naqueles teatros, antiquíssimos onde podemos ver os shows de magia de Eisenheim. O método de realização pareceu-me um pouco semelhante ao de Shaymalan, inclusivamente no “twist” final, embora sem o génio deste último. O elenco está à altura do argumento e se não fazem mais é porque o mesmo não o permite.

Edward Norton é um actor genial e dele não se pode esperar nunca uma má actuação. Paul Giamatti sempre foi e sempre será um grande actor, pelo que os diálogos deste com Edward Norten só podem resultar em “magia” na tela. Rufus Sewell está definitivamente ligado a fazer papéis de mau no cinema, mas fá-los muito bem! Jessica Biel é bastante conhecida por Hollywood, mas têm uma carreira bastante curta (coisa que não se passa com os seus vestidos neste filme…). Não deixa de ter os seus momentos graciosos, mas fiquei na dúvida se foi o papel que não a deixava fazer mais, ou ela não conseguia.

Foi um filme visto num domingo à tarde e deve ser visto nesses “termos”: como um filme de domingo à tarde. Não deixa de valer a pena e ser divertidíssimo.

Everything you have seen here has been an illusion.

publicado por Ricardo Fernandes às 12:34 link do post
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