18 de Março de 2008

Outro que é extremamente fácil!



RJ/Kriticinema - 3 Pontos.
Mauro Fonseca - 2 Pontos.
publicado por Ricardo Fernandes às 14:17 link do post
18 de Março de 2008

Vocês gostaram do Predador 2? Pois também ninguém gostou de Robocop 2. E à semelhança do primeiro esta é uma das sequelas mais sobrevalorizadas da história do cinema. Robocop 2 é um digno e excelente sucessor do primeiro. Aliás, mais que o primeiro é invulgarmente hilariante e irónico, quando pretende sê-lo. Eu atrevo-me a dizer que em vários aspectos supera o primeiro, mas temo que já seja demasiado sacrilégio o facto de apenas o mencionar.

 

Pois bem, desta vez a cargo do conceituadíssimo realizador Irvin Kershner , que sabem vocês, ter realizado aquele que é considerado o melhor filme da saga Star Wars The Empire Strikes Back ) e escrito parcialmente por Frank Miller (o original era impossível ser filmado) , a história desenvolve para mais acção e ao mesmo tempo mantém a mesma crítica mega consumista aos EUA.  Tendo em conta que toda esta hipérbole da sociedade americana é levada ao extremo, acaba por seguir de muito perto o que é feito no primeiro filme. Aliás a primeira cena do filme é um anuncio de um carro que electrocuta o assaltante que senta no carro após o sucesso de abertura das portas, apresentado nada mais nada menos que por John Glover (mais tarde vemo-lo como Lionel Luthor em Smallville ).

 

Com quase todo o elenco do primeiro filme, pelo menos aquele que não morreu, a história desenvolve em torno de uma nova droga: Nuke . Esta droga, demasiado letal e viciante acaba por levar Robocop numa série de pistas atrás do criador e distribuidor da mesma, um traficante chamado Cain . A determinada altura Cain , consegue apanhar Robocop desprevenido e desmonta-o em peças. A OCP (detentora do Robocop ) com vista ao desenvolvimento de outra super-máquina (cujos testes até têm uma homenagem ao Grito de Munch ), acaba por montar Robocop , mas com novas directrizes. Estas directrizes, visam torna-lo um personagem bastante mais acessível. Que procure o diálogo ao disparar uma arma, que procure ensinar a prender. As cenas que existem enquanto este têm as directrizes activas são do mais hilariante possível, desde recitar poesia, a ensinar sobre nutrição (And now ...a word on nutrition ) ou ainda a ler os direitos a um morto, é a risota total. A Lista das directrizes que aparecem:

 

DIRECTIVE 233: Restrain hostile feelings . - DIRECTIVE 234: Promote positive attitude . - DIRECTIVE 235: Suppress aggressiveness . - DIRECTIVE 236: Promote pro-social values . - DIRECTIVE 238: Avoid destructive behavior . - DIRECTIVE 239: Be accessible . - DIRECTIVE 240: Participate in group activities . - DIRECTIVE 241: Avoid interpersonal conflicts . - DIRECTIVE 242: Avoid premature value judgments . - DIRECTIVE 243: Pool opinions before expressing yourself . - DIRECTIVE 244: Discourage feelings of negativity and hostility . - DIRECTIVE 245: If you haven't got anything nice to say , don't talk . - DIRECTIVE 246: Don't rush traffic lights . - DIRECTIVE 247: Don't run through puddles and splash pedestrians or other cars . - DIRECTIVE 248: Don't say that you are always prompt when you are not . - DIRECTIVE 249: Don't be oversensitive to the hostility and negativity of others . - DIRECTIVE 250: Don't walk across a ballroom floor swinging your arms . - DIRECTIVE 254: Encourage awareness . - DIRECTIVE 256: Discourage harsh language . - DIRECTIVE 258: Commend sincere efforts . - DIRECTIVE 261: Talk things out. - DIRECTIVE 262: Avoid Orion meetings . - DIRECTIVE 266: Smile . - DIRECTIVE 267: Keep an open mind . - DIRECTIVE 268: Encourage participation . - DIRECTIVE 273: Avoid stereotyping . - DIRECTIVE 278: Seek non-violent solutions .”

 

O filme desenvolve verdadeiramente a partir deste ponto. Ele eventualmente livra-se destas directrizes e acaba por apanhar o seu novo arqui-inimigo. O único problema é que a OCP têm planos para ele e torna-o no novo Robocop 2. Como sempre há algo que corre mal e o Robot obsoleto, vem salvar o dia.

 

Em suma, temos de ter em conta que com o sucesso do primeiro, é sempre complicado ser melhor. Neste caso, acho que foi apenas porque sim. Graficamente tem problemas, mesmo para a altura em que foi criado, mas tenhamos em atenção que todos os efeitos especiais foram criados num Commodore Amiga. Eu gostei bastante e aconselho se querem ter uma tarde de boa diversão.

 

9/10

publicado por Ricardo Fernandes às 13:05 link do post
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18 de Março de 2008

Mesmo que em contos de fada trágicos, eu gosto pouco de cantorias. Cada vez que um filme é musical, desliga-se uma ficha qualquer no meu cérebro e eu sou incapaz de o ver. Neste filme existiam três parâmetros que permitiam a ficha continuar ligada, ainda que muito fragilmente: Tim Burton, Johnny Depp e Helena Bonham Carter.

 

Assim vi este filme. Completamente com um pé atrás, ainda que de um dos meus realizadores favoritos. É a história de um barbeiro inocente, traído pelo magistrado local para lhe roubar a mulher que era o alvo da sua cobiça e que é enviado para prisão. Retorna anos mais tarde, sedento de vingança e acaba por encontrar Mrs. Lovett que usa a mente perversa, outrora inocente, do barbeiro, para levantar o seu negócio, ao mesmo tempo que lhe vai saciando a sua vingança.

 

“O Demónio Barbeiro da Rua das Pulgas” é um filme extraordinário. Se há magia e motivação em ver filmes de Tim Burton é a mestria com que joga as cores escuras e o vermelho, neste caso escuro e não vivo. E este filme é mais uma vez arte em movimento. Melhor: são navalhas em movimento, que nos dão litros e litros de sangue vermelho escuro que de tal forma é proporcionado para provocar um misto de indiferença e de choque (pois nota-se perfeitamente que é falso) que é nada mais nada menos que brilhante. Depp está magnifico e até convence enquanto cantor; Carter também o faz, sendo curioso que esteve grávida durante a gravação deste filme; até Sasha Baron Cohen demonstra que é muito mais que Ali G e Borat; e claro Alan Rickman, nem é sequer necessário falar. A história então, contem todos os elementos de uma verdadeira tragédia grega. É sublime ver algo assim, tão brilhantemente montado e orquestrado.

 

Infelizmente, eu não me dou com cantorias e embora tenha gostado bastante do filme, não consigo enquadra-lo como brilhante. Achei que tudo está excepcionalmente montado, mas a cantoria… dá cabo de mim. É no entanto um dos grandes filmes estreados neste primeiro trimestre em Portugal. Para quem gosta de musicais é imperdível, para quem como eu não gosta… é melhor gostar bastante de Tim Burton.

 

8/10

publicado por Ricardo Fernandes às 11:33 link do post
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