13 de Novembro de 2007

A propósito de Resident Evil Extintion, é cada vez mais frequente a passagem de videojogos para o cinema. Não é que estejamos a ligar a xbox a uma tela de cinema (não era má ideia…), mas o facto é que cada vez mais é um dos novos factores de motivação em Hollywood, juntamente com as adaptações de comics e os remakes. Na realidade a adaptação dos videojogos ao cinema nos últimos tempos, é devida em grande parte, ao fruto da excelência pensante desse génio da realização mundial: Uwe Boll. É claro que agora também vamos ter adaptações que se avizinham algo “jeitosas” como Hitman, Halo, Broken Sword ou mesmo Prince of Pérsia, mas a verdade é que estas adaptações sempre foram muito infelizes.

 

Não posso dizer que os vi todos (graças a Deus) e embora eu esteja inclinado a maltratar Paul S. Anderson, vou mesmo pelo caminho mais fácil: Dr. Uva (alcunha atribuída pelo nosso amigo JBM, do Cineblog, na realidade o supracitado Uwe Boll).

 

Bloodrayne II: Deliverance

 

     

O jogo era simples. Uma vampira híbrida (meio humana, meio vampira, tipo Blade) tem duas facas enormes e anda a estraçalhar toda a gente à procura do seu criador. Não joguei ao segundo.

 

Este é capaz de ser o pior dos filmes de jogos que alguma vez viram a luz do dia! Assinado pelo senhor Uwe Boll, o filme para além de ser passado no velho oeste, parece que é filmado por uma camera de filmar ao ombro o tempo inteiro. É tudo mau: actores, set, script, filmagens. Nem sequer Natassia Matlthe se safa. (O primeiro também não é bom, mas ao menos sempre é melhorzito). Cowboys… o jogo era contra nazis!

 

House of The Dead

   

O jogo era um shooter. Não me lembro bem do enredo, mas sei que eram dois agentes especiais que iam para dentro da casa. O jogo embora existe para as consolas era originariamente um jogo de árcade, com pistolas.

 

O filme é uma miséria. Só não é tão mau quanto o anterior, pois ainda tem alguma técnica de filmagem e não estou a contar com as 800 inserções de imagens do próprio jogo a fazer as transições de cena. É que a história não existe. São uns miúdos que apanham um barco para ir a uma rave e acabam por se envolver em cenas estupidamente longas de gore e mais gore e mais gore, dá a sensação que é a mesma cena repetida ao ponto da exaustão. É realmente tão mau, tão mau, tão mau, que Erica Durance, mudou o nome pois assinou o filme como Erica Parker (tudo mentira esta parte, ela era casada com um Wes Parker). Na realidade, a única curiosidade é mesmo ver Durance, antes de ser a Lois Lane de Smallville. O que não é mentira é que as críticas nos EUA e no resto do planeta foram tão más que os distribuidores na Dinamarca, nem sequer se atreveram a comprar o filme.

 

Alone In The Dark

 

O jogo (Alone in The Dark IV: The New Nightmare) veio competir na altura com o Resident Evil 3. É muito similar em termos de jogabilidade e é um bom, jogo para quem gosta do género.

 

A melhor descrição para este filme encontra-se no IMDB. Reza assim: “This movie succeeds at being one of the most unique movies you've seen. However this comes from the fact that you can't make heads or tails of this mess. It almost seems as a series of challenges set up to determine whether or not you are willing to walk out of the movie and give up the money you just paid.” Eu não discordo nem um bocadinho, mas não chega a ser tão mau como os dois acima. A verdade é que eu gosto dos actores no filme. Christian Slater e Stephan Dorf. Também gosto da Tara Reid… quer dizer, um bocadinho. Eu realmente tive pena deles, o filme é um spin-off, do último jogo, mas é horrível. Slater não merecia isto. Chegamos ao ponto de ter pérolas neste filme como, a armadura do exército, serem fatos de paintball, ou os soldados a medirem o pulso a pessoas de luvas na mão. Boll, excede-se mesmo com dinheiro.

 

Bloodrayne

  

Chegamos ao fim dos filmes que vi do Uwe Boll. Não se apoquentem que ele já tem mais na calha. Postal, Far Cry, Dungeon Siege são apenas alguns. Este Bloodrayne, é mau, mas é um mau ao nível do Resident Evil. Ninguém pode dizer que não se consegue ver, como nos anteriores. É certo que consegue ser pior que RE, mas tem muitos actores conhecidos no elenco, tornando-o suportável: Ben Kingsley, Udo Kier, Billy Zane, Michelle Rodriguez, Michael Madsen, Matthew Davis e Meat Loaf. Propositadamente não escrevi Kristanna Loken. Ela é bestialmente… MÁ e não é ao mesmo tempo. Acho que o único bom papel dela é no (miserável) Terminator 3, onde têm para aí 4 falas durante hora e meia, mas aqui há momentos em que parece uma actriz razoável e outras parece um episódio dos Morangos com Açúcar (oi… 4 minutos de pausa… tudo bem?). Agora aqueles momentos a preto e branco de Ben Kingsley são realmente dolorosos.

 

Para a próxima ataco outro!

publicado por Ricardo Fernandes às 17:49 link do post
13 de Novembro de 2007

Eu já vi este filme há algum tempo, mas estava a deixar a ideia marinar um pouco, para ver se a refeição saberia melhor. Não há nada a fazer. É muito mau decididamente. E por onde começar… Talvez ir ao inicio!

 

O mentor desta trilogia é Paul W.S. Anderson. Ele foi o argumentista, produtor e realizador do primeiro, embora não tenha realizado o segundo e terceiro, teve o dedo, perdão a mão nestes filmes. Depois de um momento de reflexão para vociferarmos palavrões vis e indescritíveis para um blog destes, contra Anderson, tomemos por pontos. George Romero, foi a primeira pessoa a quem deram o trabalho de fazer o guião. Tem toda a lógica, uma vez que ele é o pai dos Zombies e sem ele o jogo que deu origem aos filmes nunca teria existido. Deixou o projecto em 1999, pois alguém (Bernd Eichinger, um produtor alemão) não gostou do guião que tinha em Jill Valentine o personagem principal deste filme. Pois segundo reza a lenda só o amigo Bernd, é que não gostou do script. Um ano depois Anderson pega no filme e (pensou eu) terá tentado reinventar a ideia, criando uma história de raiz e possivelmente pensado num plano de marketing para fazer um novo jogo, talvez um spin-off da série de jogos originais. Neste primeiro filme não há uma única personagem dos jogos. Claro que temos, os zombies e os cães e a empresa Umbrela, mas fora isso não há nada que identifique o filme com o jogo.

 

Não sei se é verdade ou não, mas o certo é que não houve jogo spin-off e as criticas não foram as melhores. O filme, enquanto um filme de zombies (como tantos outros) não foi mau, mas a ser baseado naquele jogo (AQUELE JOGO!), deixou muito a desejar e talvez seja por isso que temos o Resident Evil 2: Apocalypse. Para fazer o gosto aos fãs, adicionou várias personagens dos jogos. Temos Jill Valentine, Carlos Oliveira, Nemesis, Ashford. Temos também inúmeras referências aos jogos, para deleite dos fãs, como a cena do camião cisterna que derruba um dos veículos da umbrella, numa clara alusão ao vídeo de entrada do Resident Evil 2. Em suma há mesmo uma clara influência dos jogos neste filme, tanto do segundo jogo como do terceiro. Estava prevista até a inclusão de Claire Redfield neste projecto, mas acabou por ficar fora do guião final devido à desistência de Emily Bergl do papel. Mas o que é bom também acaba e se os primeiros 20 a 30 minutos do filme, são completamente “Resident Evil”, cheios de sustos e num ambiente muito escuro, eis que chega Milla Jovovich na sua mota e com super-poderes. De facto, arruína o que podia ter sido um bom filme. Nem o Nemesis, salva a coisa.

 

Anderson no entanto não se cansou e disse: Vamos fazer um terceiro e arruinar de vez o nome do jogo no cinema. Surge então Resident Evil: Extintion. Se eu basear a minha critica no que é o jogo, é a ruína completa. E o que fazer para não destroçar o filme completamente? Vamos analisa-lo independentemente.

O mundo está completamente infectado com o T-Virus. O cenário é de extinção da raça humana em favor dos Zombies, ao estilo Mad Max, sem gasóleo, ou agua, ou tabaco e marijuana (como é realçado por um dos personagens). Neste cenário apocalíptico, um grupo de pessoas sobreviventes lideradas por Claire Redfield (e qualquer semelhança ao jogo é só mesmo o nome, por muito que goste de Ali Larter em Heroes, Deus do céu…), tenta encontrar um sítio onde não haja zombies e possam viver descansados. Ao mesmo tempo, Alice (personagem da Milla) tenta encontrar os grupos remanescentes da corporação Umbrella (que numa clara alusão ao Day of the Dead de Romero, dedicam-se a treinar os zombies), para acabar com eles, devido às suas intenções durante os primeiros dois filmes.

 

Acho que este filme, foi feito com um orçamento inferior aos anteriores. Se bem que o trailer ou teaser do filme é dos mais extraordinários que já vi, o facto de ser no deserto, os jipes à Mad Max, claramente indicam que não havia dinheiro para construir cidades “desfeitas”. Milla é agora um Deusa autêntica, só lhe falta uma capa vermelha; Carlos e LT (personagens muito importantes no segundo), praticamente estão desaparecidos e Claire, estar no filme ou não, não faz absoluta diferença. Em suma, com um ambiente solar, com areia a mais, resta dizer que se quisermos um filme de pancadaria, óptimo. Agora senão quisermos…

 

4/10

P.S.Mal Posso esperar pelo remake...

publicado por Ricardo Fernandes às 16:25 link do post
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