29 de Outubro de 2007

Depois de um excelente terceiro filme, o quarto filme de Pesadelo Em Elm Street não traz nenhum conceito novo para além dos efeitos especiais. O filme teve uma curta margem de manobra no que toca a contratar e a filmar, o que acaba por originar em diversas falhas de argumento e continuidade.

 

Sem Patricia Arquette, que não voltou para o papel que tinha feito no terceiro, voltam os actores e personagens de Joey e Kincaid, sobreviventes do massacre do terceiro filme. Kirsten, ainda sonha e tem medo do retorno de Freddy, com esse medo continua a usar o seu poder especial dos sonhos para chamar os seus velhos amigos, que não acreditam na hipótese de Freddy ter sobrevivido, ao enterro sagrado. Como nunca, nada fica enterrado para sempre, Freddy retorna e mata Joey e Kincaid. De Kirsten não se vinga imediatamente, pois espera que esta, com o seu poder especial chame mais colegas de forma a poder continuar a matança desenfreada. Em pânico chama para o seu sonho, a sua melhor amiga e irmã do seu namorado Alice. Alice que é a chamada “daydreamer”, para além de agora ter de enfrentar Freddy sozinha, ainda se depara com um poder que desconhece e que põe em perigo toda a escola.

 

Wes Craven quando escreveu o terceiro, queria assegurar-se que não voltariam a fazer o que fizeram com o segundo filme e tentou acabar com a história de vez. No entanto temos este filme vazio, com vários elementos jocosos e com um Freddy cada vez mais distanciado do que Craven criou. Renny Harlin, realizador sueco, aproveitou a saga para se lançar no cinema americano, onde mais tarde viria a fazer filmes como Die Hard 2 e Exorcist: The Beginning.

 

Embora seja sempre bom ver Freddy e não ser dos piores…

 

6/10

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25 de Outubro de 2007

Foi uma brincadeira. Uma amiga inscreveu lá o blog dela e foi seleccionado para passar no programa da Rádio Comercial: O meu blog dava um programa de rádio.

 

Pensei para com os meus botões. Também quero! Num impulso direccionei-me ao site da Comercial e inscrevi o meu blog. Longe estava eu de saber, que poderia ser seleccionado. Este blog não tem perfil para um programa de rádio. É um blog sobre cinema. Que vão passar? Notícias? Críticas?

 

O certo é que recebi um email de Patrícia Pereira, a fazer-me umas questões e o resultado é que passou no dia 13 de Outubro de 2007. É verdade. Já foi há algum tempo e eu não pude ouvi-lo em directo. Só ontem o ouvi, pois só ontem estava disponível no site da Rádio Comercial.

 

Quem narrou alguns dos meus textos foi Diogo Beja. Eu não escolhi os textos, tão pouco as músicas. O certo é que entre um e outro post, sempre fui tendo alguns textos de opinião e talvez críticas mais emotivas que outras, o que os levou a seleccionar por exemplo, a crítica a V for Vendetta.

 

Gostei de ouvir Diogo Beja, por momentos até parecia que sei que escrever. Obrigado Rádio Comercial, por teres aumentado o meu ego e o meu sonho de viver e respirar cinema.

 

Basta abrir aqui e carregar em ouvir!


Agradeço no fundo a Patrícia Pereira que seleccionou  e a Diogo Beja que emprestou a sua voz aos meus textos.

publicado por Ricardo Fernandes às 10:40 link do post
25 de Outubro de 2007

Todos os dias começam com boas e más notícias. Pela má começarei e farei outra para a boa. O grande blog Pasmos Filtrados, fecha hoje as portas com uma das despedidas mais lindas que alguma vez vi. Foi por paixões/amor como a dele, que eu cresci no cinema. É um amor verdadeiro, com arte e genialidade.

 

Ao Francisco: Só te quero desejar as maiores felicidades. Boa sorte e boa viagem! Que sejas assim brilhante em tudo o resto que faças.


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24 de Outubro de 2007

Eu não costumo meter posters aqui. Creio que os meus colegas blogueiros já o fazem com excelente distinção, mas ao entrar no Joblo, este em particular chamou-me à atenção.

 

Não sei se viram o primeiro, eu vi. Foi absolutamente delicioso. Com John Cho e Kal Penn nos principais papéis, foi uma comédia sobre dois tipos, completamente “marafados” que resolvem comer hambúrgueres a meio da noite. O problema é que não podia ser um Hambúrguer qualquer, tinha de ser: o Hambúrguer White Castle. A aventura começa aí e até chegarem a White Castle tem inúmeras peripécias, encontram inúmera gente conhecida, inclusive Neil Patrick Harris que faz o seu próprio papel e é a presença neste poster. Curioso que o Joblo faz referencia a NPH, como gay assumido recentemente. Se tem alguma coisa a ver com o unicórnio não sei…

 

O que sei certamente é que o filme estreia em Fevereiro de 2008, e aposto que será um “pagode”. Chamar-se-á Harold & Kumar Escape from Guantanamo Bay.

 

publicado por Ricardo Fernandes às 12:44 link do post
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24 de Outubro de 2007

Hoje dou-vos a conhecer um miúdo “parvalhão” (no bom sentido, o da folia e não da estupidez), mas ainda assim com muita queda para a escrita e para as artes escritas no geral. Este rapaz é completamente inapto, para qualquer coisa informaticamente, como se pode verificar pela composição do blog, possui no entanto um dom magnífico em termos de escritos, contos e pergaminhos, sendo o seu primeiro post,  algo de extraordinário. Ele assina como Rui Garganta, o seu nome na realidade e não um… “heterónimo”. Mas porque é especial o seu blog? 

 

Tem 19 anos, é um rapaz cuja perseverança admiro, mas sobretudo faz-me rir. Pois Garganta… há ali pouca.

 

Espero que se divirtam tanto quanto eu e que façam do blog dele, um sucesso!


É só "clickar" na imagem!

publicado por Ricardo Fernandes às 12:03 link do post
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19 de Outubro de 2007

Para pausarmos um pouco dos filmes do Freddy, resolvi comentar os outros filmes que tenho visto desde há 2 meses para cá. Não serão criticas como as habituais, mas serão ainda assim criticas.

 

Death Proof

 

Nunca gostei da febre Tarantino. Não é por ser do contra, até gostei de alguns filmes dele. Kill Bill, foi para mim um desastre e este Death Proof só não o foi, porque o conceito e efeitos especiais são excepcionais.

Não gosto de conversas nonsense e este filme está carregado delas. Não são parvas ou simples, são alias, complexas na sua banalidade embora não acrescentem nada a um filme em que não há o que acrescentar. O filme é uma homenagem aos filmes Grindhouse e esses eram filmes de low-budget com maus actores e fracos argumentos.

De salientar que a primeira parte do filme é extraordinária. Kurt Russell continua a ser o maior e as cenas de acção estão sobejamente bem desenhadas. Infelizmente a segunda parte já não é assim, o que é triste.

 

6/10

 

Planet Terror

 

Robert Rodriguez executou nesta segunda metade de Grindhouse, o seu velho sonho: filmar um filme de Zombies. Carregado de muitas personalidades conhecidas da TV e do cinema, Rodriguez consegue fazer um filme engraçado, na parvoíce pegada que deve ser um filme Grindhouse. Não é excecional nem tenta ser complexo, começa com um trailer espectacular e vai desenrolando acção através de acção sem tempos mortos, como Tarantino fez questão de marcar no seu filme, com diálogos nonsense “a la”… Tarantino. Os diálogos, são básicos e por vezes parvos. Mas o tipo de filme pedia que assim fosse. Em comparação com o anterior, os efeitos são em maior abundância mas em menor qualidade. Mas que dizer é um filme de Zombies e vale a pena vê-lo no cinema.

 

7/10

 

The Invisible

 

Não é um grande filme. É apenas um filme que se vê. É uma pequena fábula de redenção humana. Um rapaz é espancado e largado para um poço no mato. Toda a gente pensa que ele morreu, mas afinal, apenas está em coma sozinho e perdido. O estranho acontece quando a sua alma/essência vagueia pelo mundo e a única pessoa que o pode salvar é quem precisamente o meteu naquele estado.

O filme vê-se bem, mas não é bom.

 



5/10

 

The Bourne Ultimatum

 

Aquele que é o final de uma trilogia deve ser sempre muito bom. O papel que deu ao mundo um novo herói de acção, quando nada o faria prever, teve agora o seu derradeiro capitulo. Eu não sabia que Matt Damon (excelente actor) seria capaz de dar tão bem, corpo e alma a um agente cuja destreza, genica, sagacidade, coragem e tudo quanto possam imaginar que um operativo assassino da CIA deva ter. A trilogia é boa e este final, cheio de acção, explosões faz justiça ao resto da série.

 



7/10

 

Vacancy

 

Qualquer filme com Kate Beckinsale é um bom filme para ir ver ao cinema. Se vão para alastrarem baba pela sala de cinema, convém irem com amigos em vez de namoradas. É um filme que vai beber muito do suspense produzido em larga escala e classe por Hitchcock. Um casal com dificuldades em superar a morte do filho, vão numa road trip para algures. O carro avaria e vão para um motel. Nesse motel existe uma “troupe” que mata e filma a morte dos hóspedes para depois vender. É bastante simples, não há um enredo que nos deixe a pensar ou embasbacado, prega os típicos “cagaços” e diverte durante hora e meia.

 

7/10

 

1408

 

Stephen King é capaz de ser o autor com mais adaptações de filmes a partir de livros que existe. Ainda não foi há dias que acabei de ler “Cell – A chamada da morte” e já se sabe que Eli Roth (Hostel) vai fazer uma adaptação do mesmo. Eu gosto dos livros de King, já li uns quantos e já vi (senão todas) a maioria das adaptações de cinema dos seus livros. Como se não bastasse ser um filme baseado num livro do “Deus do suspense e horror, há outro chamariz neste filme: John Cusack. Cusack é um dos actores que mais admiro e neste filme sem duvida ele carrega-o às costas, ou não seja mesmo um filme de “one man show”. Cusack é um colunista que escreve sobre o paranormal. Basicamente chegam-lhe relatos mitos locais fantasmagóricos e o rapaz vai comprovar que é tudo mentira. Quando finalmente chega-lhe a história do quarto 1408 de um hotel Nova Iorquino, Cusack vai investigar e desta vez depara-se com algo que… não é mentira. É um must, nem que seja para se ver Cusack em mais um grande papel.

 

8/10

 

The Contract

 

E porque estamos numa de Cusack, quase um ano depois da estreia oficial nos EUA, estreou aqui (pelo menos onde fui ver), mais um bom filme deste excelente actor e com o grande, enorme e fenomenal Morgan Freeman. Cusack é um pai viúvo que resolve fazer montanhismo com o seu filho, para tentar reatar os laços perdidos entre a dor e a saudade da mulher e mãe respectivamente. Na sua caminhada deparam-se com um marechal americano À beira da morte e o seu prisioneiro (Freeman). O ultimo desejo do marechal é que Freeman seja levado À justiça e  Cusack que já tinha sido um braço armado das forças da lei, vai levar a cabo essa missão. O filme por si só não é interessante. O que o torna interessante é a magia com que Freeman e Cusack, quase numa simbiose, se ligam nas telas do cinema.

 

6/10

 

The Simpsons Movie

 

Toda a gente esperava incessantemente por este filme. Eu também. Quer dizer… nem por isso. Eu gosto dos Simpsons, mas desliguei-me há muito tempo da série. Não acompanho, mas foi bom rever aqueles anões amarelos, diverti-me bastante naquilo que me pareceu ser um episódio maior. Foi bom ver as gentes amarelas no grande ecrã. Espero que não demore tanto tempo, para os ver novamente no cinema.

 



7/10

 

Knocked Up

 

Aborreceu-me este filme. Pensei que ia ver uma comédia e não um drama/comédia/mulheres à beira de um ataque de nervos. Ter Seth Rogen no elenco foi o que me fez ver o filme. Acho que o rapaz tem piada. O filme é baseado nas personagens de Seth Rogen e de Katherin Heigl. Um é um adolescente crescido e a outra é uma avó nova. Como é obvio são analogias e não a realidade do filme. Os dois encontram-se numa discoteca e depois de uns copos tem aquilo que os americanos chamas de “one night stand” e ela fica grávida. Após uma hora de filme para encher chouriços enquanto as personagens se tentam perceber, começamos a entrar no sindroma de todas as relações: homem vs. mulher. Mulher a cascar no homem, homem a refilar, mulher a cascar no homem e finalmente homem a ceder. Não gostei.

 

4/10

 

Sunshine

 

Sunshine é um daqueles típicos filmes que eu sei à partida que vou gostar. Fala sobre o fim do mundo como o conhecemos. O sol está a morrer, em breve a terra ficará completamente gelada e a única maneira de reactivar esta gigantesca estrela é enviar uma bomba para o núcleo solar. Esta é a premissa para o filme. É um tributo à ficção cientifica e é sem dúvida um tributo ao grande filme que é o Event Horizon. Aliás em muitos dos aspectos é quase uma cópia fiel, mas está muito bem conseguido e embora o protagonista seja inglês é um daqueles filmes tipicamente americanos. Gostei bastante de o ver.

 

7/10

 

Stardust

 

Não esperava o que vi neste filme. Com tanto actor conhecido, depreendi que seria um bom filme, mas apaixonei-me pela história de tal forma que até achei a Claire Danes bonita no decorrer do filme. É uma história de fantasia adaptada de um livro de Neil Gaiman e realizado por Matthew Vaughn. É um conto de fadas moderno e ao mesmo tempo é um conto de fadas antigo, vintage, secular. É a história de um rapaz que atravessa um portal para um mundo mágico, de forma a ir buscar um pedaço de uma estrela cadente de forma a oferece-lo à sua amada (cujo amor não é retribuído), mas quando lá chega as regras são um bocadinho diferentes… a estrela é uma pessoa! É mágico, faz rir e sonhar. É obrigatório vê-lo na sala de cinema. Tem as presenças de Sienna Miller, Peter O’Toole, Robert De Niro, Claire Danes, a voz de Ian Mckellen e claro a ainda mulher mais linda de todos os tempos e do mundo: Michelle Pfeiffer.

 

9/10

 

De momento e sem ser o novo Halloween, não me recordo de mais nenhum que tenha visto. Mas se me lembrar certamente porei aqui.

publicado por Ricardo Fernandes às 16:08 link do post
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09 de Outubro de 2007

Este é para mim o terceiro melhor filme de toda a saga e o segundo em termos do “projecto inicial”. Este ultimo termo entre parênteses é empregue, pois o ultimo filme intitulado de “New Nightmare” eleva a franquia a outro nível completamente diferente dos sete anteriores. Assim sendo três razões principais para ser um dos melhores: o regresso de Wes Craven, o regresso de Heather Langenkamp e um elenco muito bom (Patrícia Arquette e Lawrence Fishburn por exemplo).

 

Wes Craven não voltou à realização mas foi um dos escritores do argumento. Deve ter pensado, após ter visto o segundo… é melhor eu meter o dedo nisto, antes que digam que o meu também é muito mau. A história de Freddy e o regresso completo aos pesadelos, ganham um novo fôlego que irá permitir a expansão da história até à oitava participação em filmes do grande ecrã. Na sua história, quase de índole mítica, descobrimos que Freddy é filho de uma freira que ficou fechada na ala... “maníaca” durante um fim-de-semana. Estavam 100 dos piores assassinos e violadores considerados doentes mentais pela sociedade e durante esse fim-de-semana Freddy foi concebido.

 

Wes sabia que depois do insucesso do segundo filme, a única maneira de salvar a personagem era faze-la crescer. Freddy aparece mais forte e audaz neste filme. A sua força provém das almas que consome ao assassinar as crianças. Pode agora transformar-se nas mais variadas formas (afinal de contas tudo é possível nos sonhos). Craven sabia que muito do sucesso do primeiro filme vinha de uma protagonista e não de um. Sabia que a personagem de Nancy foi vital para esse sucesso. Porque não voltar à carga?

 

Um grupo de jovens está internado num hospital psiquiátrico. Sofrem todos de privação de sono. Todos são atormentados pela mesma figura horrífica com garras na mão direita, uma camisola às riscas, chapéu e terrivelmente queimado. Um por um, começam a morrer. Para os médicos, tudo aparenta para o suicídio quando afinal é Freddy que os anda a matar nos seus sonhos. Nancy é agora uma estagiaria de psicologia e nesse hospital vai fazer tudo por tudo, para enfrentar o seu velho arqui-inimigo e ajudar as suas crianças.

 

A realização deste filme ficou a cargo de Chuck Russell (The Mask, Eraser). Ele consegue captar aquele ambiente soturno que Craven tem no primeiro filme, ao mesmo tempo que mostra Freddy na sua totalidade, não o escondendo em sombras. Russell aposta em grande nos efeitos especiais, desde marionetas, a cobras gigantes, este filme tem um pouco de tudo. Têm inclusive, o início do elemento jocoso, ou de paródia que daqui em diante acaba por arruinar a série. Começam também as frases míticas como: “Welcome to Prime Time, Bitch”.

 

Como é óbvio, o facto de poder contar com um elenco que mais tarde, vem a ter nomes gigantes no cinema, ajuda a realçar o que é bom neste argumento. Embora não seja fraco, é certo que não sobreviveria sem as fortes actuações de Heather Langenkamp e da estreante Patrícia Arquette.

 

8/10

publicado por Ricardo Fernandes às 13:57 link do post
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08 de Outubro de 2007

Este não é o pior da saga, mas é um dos piores. Quando Wes Craven pensou o primeiro, não lhe queria dar sequência. Bob Shaye que não é parvo nenhum, não o permitiu e teve nas suas mãos a galinha dos ovos de ouro. Este filme se por um lado é inovador, pois dá um salto enorme na trama histórica que viria a ser a imitada mais tarde, por outro lado, utiliza muitas ideias que não foram aproveitadas no primeiro, tem erros clássicos num filme de terror.

 

Jessie é um rapaz que é novo em Elm Street. Acabou-se de mudar com a família, para a casa que mais tarde viria a descobrir ser o palco do último confronto do primeiro filme: a casa de Nancy. É aqui que Jessie sonha com Freddy, mas ao contrário daquilo que se podia esperar, Freddy não tem qualquer intenção de mata-lo. Freddy vê em Jessie o seu portal para o mundo real e começa a sair do mundo dos pesadelos, para provocar o “pesadelo” na realidade que todos conhecemos.

 

Como disse há inovações e há desastres autênticos, embora numa abundância maior nos desastres. O facto de Freddy querer usar uma das suas “crianças” para entrar no mundo “real” é de facto inovador. Arriscou-se e são raros os momentos de “terror” que são passados nos pesadelos, foi um risco que acabou por não correr bem, como a inovação do protagonista ser um homem, em vez da habitual mulher.

 

Se estes dois, embora inovadores, são desastres, os outros acabam por arruinar de vez qualquer sucesso que o filme podia ter tido. Jack Sholder, foi o realizador escolhido para substituir Wes Craven, que se quis afastar totalmente deste argumento das ideias que compunham o filme. O filme foi até considerado um dos filmes que mais valores “gay” tinha incluídos subliminarmente. Sholder, já referiu que não foi essa a sua intenção, embora hoje em dia revendo o filme consiga compreender o porquê. Os erros de continuidade, a má montagem e o ridículo das cenas de terror, acabam por arruinar um filme que nunca poderia ter o sucesso que o primeiro teve.

 

Como curiosidade saibam que Brad Pitt, teve a sorte da vida dele, ao não ter sido escolhido para interpretar o papel de Jessie, o protagonista do filme.

 

4/10 Só mesmo se forem fãs da saga. O filme nem sequer é necessário como continuidade para verem os seguintes.

publicado por Ricardo Fernandes às 15:43 link do post
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04 de Outubro de 2007

Era meia-noite e com 6 anos, estava eu enrolado a um cobertor com uma fatia de pão alentejano barrada com camadas e camadas de manteiga. Foi a primeira vez que Nightmare on Elm Street invadiu a tv portuguesa.

 

Estranho ao que eu poderia pensar, não tive pesadelos, tão pouco entendi o filme na altura. Estava tão assustado que me escondia debaixo do cobertor regularmente e só uma memoria ficou intimamente ligada a esse momento. Quando Freddy, aparece pela primeira vez com os braços gigantescos a roçar as paredes fazendo aquele som arrepiante com as garras. Cada vez que revejo essa cena lembro-me do pão, do cobertor e do meu pânico desse momento.

 

Quando tinha 15 ou 16 anos, redescobri o Pesadelo em Elm Street. Redescobri não só o primeiro, mas vários que se seguiram. E fiquei de certo modo fã, da saga. Foi através dela que descobri o Sexta-Feira 13, O Massacre no Texas ou mesmo o excepcional Halloween de John Carpenter. A obra-prima de Wes Craven, abriu-me as portas para o cinema de terror.

 

Nestes últimos dois dias estive doente e deitado no sofá, acabei por me decidir a rever filmes, de modo a que revi todos os filmes da saga Nightmare on Elm Street. Comecei no primeiro e só me falta ver o Freddy Vs Jason, para acabar com a saga. Decidi ainda enfermo, fazer a critica a um dos melhores filmes do género que já alguma vez vi.

 

Este filme esteve para…não ser! Wes Craven teve uma ideia maluca, sobre um desgraçado queimado que andava a matar e a torturar criancinhas nos sonhos das mesmas. Ninguém pegou no argumento escrito por Craven. Vivia-se uma altura em que o cinema de Horror, estava voltado para uma vertente muito menos fantástica e mais real. Sexta-Feira 13, antes do período em que Jason dominou a saga, era sobre uma mulher que procurava vingança. Por seu turno Michael Myers era apenas um paciente fugido de um hospício que andava atrás da irmã. Ninguém se atreveu a pegar no argumento. Ninguém excepto, Bob Shaye. Bob Shaye, da New Line Cinema, foi a única pessoa para além de Wes Craven com a visão e o acreditar que este filme seria um sucesso. A New Line Cinema, na altura completamente falida, era apenas um distribuidor de filmes e foi aqui que teve a sua grande sorte. Sorte, pois a Paramount não quis comprar os direitos do filme. Shaye ainda diz hoje, que foi mesmo obra de Deus o facto de não conseguir vender o filme. Salvou assim a empresa da ruína.

 

Ao contrário do que se pensa, o trabalho em volta da figura de Freddy, o envolvimento da personagem (pelo menos no que ele era neste filme), a própria escolha das cores da camisola, foram todas estudadas ao milímetro por Wes Craven. Não foi um filme pensado às 3 pancadas, nem sequer era suposto ter sequela, quanto mais saga. Há vários mitos sobre a origem desta personagem, pelo que li em entrevistas de Craven e em documentários que vi, Freddy tem duas origens. O nome surge de um miúdo rufia que lhe fazia o espancamento habitual que existe na história de qualquer norte-americano: há sempre uma criatura qualquer na escola que bate em toda a gente, esse sujeito tinha o nome de Frederick, pelo que deu origem ao nome da personagem. A segunda “fonte de origem” foi um velho vagabundo com um “chapéu” que o ficou a fitar durante minutos a fio, quando ele era uma criança e lhe pregou um cagaço do caraças! O velho tinha um ar extremamente queimado.

 

A escolha por Robert Englund para Freddy não foi fácil, Wes Craven queria alguém mais velho para fazer o papel, mas foi no fundo a persistência de Robert que o fez convencer. Para o papel de Nancy (a heroína do filme) a escolha teria de recair sobre alguém que passasse por uma rapariga típica americana, a babysitter em quem toda a gente confia. Estiveram no casting nomes como Demi Moore ou Courtney Cox, mas quem foi escolhida foi Heather Langenkamp. É sem sombra de dúvida a inimiga de Freddy mais adorada de todos os filmes. Curiosamente este é o primeiro filme desse colosso do cinema: Johnny Depp!

 

Após revisionar este filme, não consigo deixar de me apaixonar novamente por ele. Temos aqui uma obra-prima, que é genuinamente assustadora e brilhante. A forma como Craven (que o filmou em 30 dias) conjugou a escuridão e desenhou esta batalha entre o bem e o mal é inédita (era, até então).  

 

Uma amiga de Nancy, está a ser perseguida em sonhos. Com medo de dormir sozinha convida Nancy para passar a noite com ela. Nancy, mais o namorado Glenn (Depp) vão passar a noite com a amiga Tina e em conversa apercebem-se que todos sonham com a mesma personagem misteriosa, horrivelmente queimado, com uma camisola às riscas e com uma luva com garras na sua mão direita. Nessa noite a dormir com o namorado (que entretanto tinha chegado), Tina é morta por esse “ser” no seu sonho. O sonho é transposto para a realidade e Tina morre na vida real também. É daqui em diante que Nancy, vai ter de enfrentar o seu maior desafio. E…

 

E.. vocês vão ter de ver o filme. É dos melhores filmes de horror que existem. E neste género… temo dizer que só o Halloween o bata… Mas também é só a minha opinião!

 

10/10

P.S. Sobre a luva e a sua origem falarei mais tarde… Isto é… se chegar a acordar…

publicado por Ricardo Fernandes às 17:42 link do post
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2016...Para Luz eu te ordeno!..Para luz eu te Orde...
De mora muito parece que n gosta de ganhar dinheir...
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To esperando até hoje!! kkk..
cara o jason é o maior maniaco dos filmes o filme ...
Eu me apaixonei com ele
2014 E NADA DE CONSTANTINE 2 ???????????
Gosto muito deste filme não só gosto...
Ele é um boneco muito ruin. Apesa tamb&eacu...
Deculpa mas é velho mesmo
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