10 de Fevereiro de 2010

 [SPOILER] Vocês com certeza ainda se estão a indagar com o trocadilho do ZB no post do episódio 12, mas é verdade: estou de volta! Voltei porque tenho tempo, voltei porque adoro escrever, voltei porque adoro conviver no TVD e voltei porque adoro “Supernatural”.

 
Voltei e não trouxe comigo o Apocalipse, trouxe sim Anna Milton (Julie McNiven),  o anjo rebelde que gostava muito do banco de trás do... mais em Tv Dependente.
publicado por Ricardo Fernandes às 11:57 link do post
10 de Fevereiro de 2010

 Escrevi este texto num comentário ao post (http://tvdependente.net/2010/02/vamos-falar-de-o-final-de-temporada-de-heroes/) sobre a quarta temporada de Heroes, mas como é uma review completa ponho aqui na integra para vosso deleite:

 

"Depois do ZB ter desistido de Heroes, quem inicialmente pegou na série fui eu, mas o tempo e falta de vontade de escrever ditaram que a deixasse e foi com pena que acabei por deixar de ver os reviews de Heroes no site.

 

Eu não desgostei de todo da 3ª temporada. Sendo dividido em dois tomos, é certo que o segundo foi melhor que o primeiro, mas ainda assim falhou em muitos pontos. Esta quarta temporada vinha mais uma vez com conceitos interessantes, misteriosos. É certo que a linha de argumento onde Sylar era Nathan e onde o primeiro era alguém preso na cabeça de Parkman foi uma bela de uma banhada, mas ainda assim havia mistério e interesse. Aliás para mim a figura de Samuel Sullivan quase que apontava para a série Carnivale.

 

No entanto ao longo dos 19 episódios, Heroes fez o que sempre soube fazer. Criar imensas linhas de pensamento, introduzir imensas personagens ao invés de aproveitar as que já tem ou fechar os seus ciclos finalmente:

 

- Nathan, Peter e Sylar. Para quem não viu, Sylar ganhou os poderes de transmorfo e como só Ângela e Bennett sabiam da morte de Nathan, convenceram o Parkman a transformar a mente de Sylar em Nathan. Eu percebi a intenção. Não queriam desfazer-se já de Nathan para dar um momento de tristeza a Peter e ao mesmo tempo pretendiam dar espaço para Samuel crescer enquanto vilão, o que não aconteceria com um Sylar em plenas funções por perto. Quando Parkman modificou Sylar, conseguiu assimilar a sua mente e por momentos, Sylar fez da sua vida um inferno.

 

- Claire, Bennett. Claire, para variar tentou ter uma vida normal, conheceu uma colega de quarto interpretado por Madeleine Zima e teve sentimentos mistos…. Se era lésbica ou não tornou-se basicamente a sua quest durante a temporada. Bennett por seu lado andou envolvido com Tracy (que de repente deixou de entrar na série) e arranjaram-lhe outra loira (que supostamente trabalhou com ele na  Companhia) e depois no misto de Pai Super protector com a versão de agente que é, tentou apanhar Sullivan a todo custo.

 

- O último factor na temporada foi Hiro. O homem ou morria ou não de um problema qualquer na cabeça (que sinceramente não me lembro como se curou), perde a memória, salva a Charlie (personagem que Sylar tinha morte umas temporadas antes), Sullivan tira-lha e anda a temporada inteira ou a ser chantageado ou atrás de Charlie. E aquele tribunal fictício? WTF?

 

Por fim temos Sullivan. Personagem intrigante e magnificamente interpretada, mas completamente desaproveitada. Eu imagino o Robert Knepper no inicio da temporada e agora… “epá que personagem altamente… as potencialidades deste tipo” e agora “Mas que merda onde me vim meter!!!!”. Tanto coisa, tanto plano diabólico, ora andou atrás de Peter porque ele seria o substituto do irmão, ora Hiro era demasiado importante e depois a única coisa que fez foi buscar uma bobine (que se o velho que raptou a Charlie não andasse nessas merdas tinha-o feito), ora Claire era importante e para quê? Ainda não percebi.

 

Mais uma vez o problema de Heroes é criar linhas de argumento por todo o lado e depois não concluir nenhuma, ou quando o faz, faz mal. É verdade que o preceito de Heroes e desta temporada, dava pano para mangas, mas também sinceramente não sei o que passa para criarem tanto enrredo e tanto personagem para depois não darem continuidade a nada. Afinal alguém me explica porque é que a Surda Violinista era vital no plano de Sullivan? Ou porque é que na personagem Lydia (uma nova vidente, bonita e interessante) se via o Peter, o Hiro e a Claire como vitais? Ou porque raio é que o Parkman não morreu com aquelas balas todas?

 

Depois há claramente aquele final. Mas o Peter voou para cima do Samuel ou mandou-se? Eu ia jurar que ouvi o som de voar. O Hiro teletransportou todos mas ainda lá ficaram pelo menos 5 mutantes, um dos quais com poderes por mais que mil mutantes e se o poder de Sullivan é ganho através de tal, ele perde as forças?

 

Sinceramente, Heroes é o meu Guilty Pleasure. Gosto imenso da personagem do Peter. Sempre gostei de personagens que sem motivo aparente carregam a culpa do mundo nos ombros e isso faz-me ver a série. Depois tenho sempre esperança que no meio desta embrulhada toda eles consigam sublevar-se e fazer algo de genial, mas temo que para além dos argumentistas, também Tim Krieg não regule da pinha e não consiga dizer que não àquelas linhas todas de argumento que são introduzidas. Acho que se descontroulou totalmente na passagem da primeira temporada para a segunda. É que segundo sei as personagens que conhecemos na primeira temporada supostamente não transitavam para a segunda, sendo que o volume II seriam novas histórias de novos personagens, mas pressões da NBC e do próprio sucesso da série ditaram um destino diferente. E depois há Sylar que fique bom ou mau, com ou sem memória é sempre um deleite.

 

No fundo, foi mais uma má temporada, a lembrar bastante a segunda, interrompida e fechada à pressão, desta feita não pela greve, mas pelos Jogos Olímpicos de Inverno. Se houver outra vejo. Se não houver, tenho pena que Heroes nunca tenha sido aquilo que podia ter sido e a acabar, pelo menos que ensine o projecto dp filme “Push” a nunca cometer estes erros."

publicado por Ricardo Fernandes às 11:53 link do post
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09 de Fevereiro de 2010

 É de longe o maior e melhor artista português (isto está sujeito a várias interpretações, sendo que para o meu amigo João Lambelho, esse é o Palma). Este video é prova disso. Sensual, Agressivo, diferente, moderno e arrojado (esta foi para parecer o Gabriel Alves).

 

Um destes dias conto-vos a minha aventura com ele:

 

 

publicado por Ricardo Fernandes às 14:06 link do post
09 de Fevereiro de 2010

Hoje o dia não começou da melhor maneira. Não obstante a minha doutrina do Basta estar a falhar no acto de dormir, e ter falhado durante 4 dias o ginásio, mais o falhanço de, embora não me ter esticado às refeições, a verdade é que fora de horas foi só comer pão. Portanto o Basta na semana 1 falhou na maioria dos seus pressupostos.

 

Hoje acordo e não tenho pão para trazer para o trabalho – por norma tenho um pão esquisito que sabe muito mal, mas quando não tenho, costumo ir ao café ao lado comprar umas carcaças que prontamente faço com fiambre de peru, mas o café estava fechado.

 

Já dentro do carro, ao tirar o telemóvel do bolso, cai-me a única moeda de 1€ que tenho para o dia todo (n consigo levantar dinheiro nas redondezas), no chão do carro. Isso não seria um problema, se o lixo do chão do carro do pendura, não tivesse já meio metro. Culpa da minha cara-metade… e não quero saber que metade do lixo seja de papéis de gasóleo.

 

Como se não bastasse e depois de ganhar tudo com o Benfica do Football Manager 2010, resolvi tentar desempregado e no Levante já não há táctica que resulte. ESTOU FARTO DE PERDER!!!!!

 

E por falar em Benfica, quer dizer… estamos com a melhor equipa dos últimos 20 anos e queres ver que ainda vamos perder o campeonato para o Braga? O BRAGA?!?!?! Se o Braga ganhar o jogo que tem em atraso ficamos a 2 pontos deles. E hoje ainda por cima é dia de taça, contra um Sporting que tem obrigatoriamente que ganhar e nós que não estamos a jogar nada….

 

Só espero que o dia melhore!

publicado por Ricardo Fernandes às 11:37 link do post
05 de Fevereiro de 2010

Lost recomeçou esta semana e nada melhor que falar um pouco de séries para animar o dia! Hoje é dia Supernatural e é dia de voltar a escrever para o http://tvdependente.net. É… eu tinha uma rubrica nesse nobre site de séries, mas o tempo e a minha apatia aparente, levaram a melhor de mim e deixei de escrever. Mas agora que tenho controle de tudo novamente, vou voltar às crónicas, pelo que podem dar lá um salto e ler sobre as vossas séries favoritas.

 

E o que é que eu ando a ver? Ora pois claro, Lost. Recomeçou em grande esta sexta e ultima temporada, depois das viagens no tempo, agora é tudo paralelo. Supernatural não está tão em alta… a verdade é que as notícias de uma sexta temporada só fizeram com que voltassem cada vez mais episódios da semana e o arco dos anjos e demónios ficar para segundo plano. House começou muito bem, mas tem caído de episódio para episódio. 24 já não é o que era, mas está a agradar-me esta nova Starbuck. E por falar em Starbuck, Caprica não me está a agradar. Segue pelo mesmo caminho, Spartacus. A ideia juvenil de ver a Xena desnuda, não vale o quão mau a série é. Scrubs devia ter acabado no final da temporada passada, Heroes… bom não há volta a dar, está cada vez pior. The Mentalist, nunca mais aprende que nós gostamos é do Red John. Castle e Bones, estão em suspenso, ou seja, eu não consigo ver tudo. White Collar é interessante, mas não antevejo grande sucesso. Smallville, já me enjoa um bocado, aquilo não desenvolve após 9 anos o homem não voa, é um bocadinho demais. Chuck continua a ter piada embora pudesse estar melhor desenvolvido. Legend of The Seeker é um Senhor dos Anéis em ponto pequeno: gira e interessante; sendo que o guarda-roupa está a dar que falar. True Blood, divina em representação roupa, história, tudo. Vampire Diaries, também é muito boa  sendo uma história mais antiga que Twilight, consegue ter mais que o drama “lame” e emocional do que o outro “vampiro” com um mamilo maior que o outro. Quanto às que já acabaram Merlin e Dexter, a primeira viu-se a segunda foi até agora a série do ano, que vilão meus senhores... que vilão. E finalmente a surpresa do ano que também ando a seguir é Modern Family. Uma comédia visceralmente engraçada.

 

Tenho mais coisas em carteira, mas não as ando a seguir. Tenho por exemplo Six Feet Under para acabar, Deadwood, Kings, Harper’s Island, Fear Itself, parado na segunda temporada de Criminal Minds e claro Duarte & Companhia. Também deixei One Tree Hill com a 7ª temporada por acabar (que devia ter acabado com a saída do Liceu). E fora isto o que sugerem?

publicado por Ricardo Fernandes às 11:42 link do post
05 de Fevereiro de 2010

 Passo por uma fase complicada a nível emocional. Sim, nós homens também padecemos desse mal, mesmo os machos latinos esbeltos como eu. A verdade é que o meu grito do Basta foi uma reacção quase primitiva de sobrevivência para não me deixar cair na completa apatia.

 

A verdade é que sentia que já não tinha forças para isso, mas lá fui ao ginásio, estive por lá 2 horas e consegui deitar-me à meia-noite desse dia, logo após os dois primeiros episódios de Lost da 6ª temporada. Se é verdade que o fiz, foi verdade que ontem foi mais complicado e já me voltei a deitar mais tarde. Estou farto de cair para aprender a reerguer-me, mas sempre fiz isso com tanta graça e encanto que é quase parte integra do meu charme. O que será mais uma vez? Ontem atingi o fundo do poço outra vez. Caiu-me tudo, por momentos a esperança, o sonho, a alegria esvaiu-se do meu corpo e tudo era dor. Mas tal como referi, algo em mim, não me deixa estar no chão durante muito tempo e minutos depois levantei a cabeça, o queixo e marchei uma vez mais.

 

Não sei o que se passou, mas hoje acordei melhor, pela primeira vez em meses gritei com os carros no trânsito, passei-me e embora descabido, foi muito bom. Foi diferente da apatia sentida até agora. Hoje estou certo que o meu Basta resultou em pleno e que vou fazer aquilo que sei fazer melhor, que é erguer-me, sobreviver e ajudar aqueles que mais precisam de mim agora.

publicado por Ricardo Fernandes às 10:08 link do post
03 de Fevereiro de 2010

Se Lua Vermelha irá ser um sucesso ou não… ninguém sabe. Eu vi metade do episódio de domingo e irritei a minha mulher com o tanto que me ri.

 

A minha primeira ilação foi dizer que se trata de “rip off” autêntico de pelo menos 4 ou 5 séries e filmes. Aquilo tem elementos de True Blood, Vampire Diaries até tem One Tree Hilll, mas claro… onde é pleno de cópia é em Twilight. Desde o cheiro nauseabundo da rapariga, ao facto dela se chamar Isabel – a Bela, e claro, substituição do acidente do carro por uma bola de Rugby, a série abunda em referencias a Twilight. Os rapazes nus na escola com One Tree Hill, o beber o sumo de sangue e as correntes de prata a queimar em True Blood. 

 

No início a cópia barata irritou-me, como também o facto do vampiro se chamar Afonso. Daqui a pouco é o filho perdido de D. Henrique… Enfim. Depois da raiva, entendi que é um esforço legítimo. Largos anos após séries como Duarte & Companhia ou mesmo Polícias, voltou-se a apostar em séries de cariz nacional. Ser Rip Off pouco importa. A verdade é que os americanos já o fazem há tanto tempo, porque não começar por aí? Virgílio Castelo até já veio dizer que compraram os direitos da mesma série israelita que deu origem ao “In Treatment” americano.

 

Espero que seja o inicio de uma temporada de glória na TV portuguesa. Qualquer dia temos os Heróis do Cartaxo.

 

publicado por Ricardo Fernandes às 14:40 link do post
03 de Fevereiro de 2010

  Hoje acordei possesso!  A vida não me tem corrido de feição e em grande parte a culpa disso é minha.  Sinto-me um pouco em baixo, então deixo-me cair, começo a comer mais, fico mais apático, durmo menos e não me apetece fazer nada.

 
Queixo-me de estar gordo, mas sempre que posso dou facadas na alimentação. Pois BASTA! Hoje começo a comer em condições, sem loucuras… como foi com a minha dieta de casamento, mas sem grandes escorregadelas. Sobretudo sem doces.
 
Queixo-me que estou gordo, por causa da comida. Como disse acima, sim, mas não só! Não vou ao ginásio. Ando a pagar uma mensalidade de 60€ e há 2 semanas que não lá meto o rabo. Pois BASTA! Hoje a apatia acaba e já tenho a mala no carro para ir directo do trabalho para o ginásio.
 
Queixo-me que tenho sono e que estou sempre cansado. Se não durmo é normal… acabo por ficar cansado e sem vontade para fazer nada. Pois BASTA! Irei deitar-me mais cedo. Ando sempre rebentado e já não aguento mais. Ainda esta noite me deitei às 3 da manhã, porque tive a ver séries. Deixo as séries para mais tarde. Terei horas mortas, dias de férias, ou estarei doente em casa. Vejo o que tenho a ver nessa altura.
 
Queixo-me que nunca tenho tempo para nada. Pois é verdade. Não tenho. Quero ler, quero escrever e tirar fotografias, quero ver filmes e séries, mas também quero passear, conhecer e conversar sobre coisas novas. Mas todos os dias, faço o mesmo. Vou para casa e sento-me em frente ao computador a ver filmes e séries, sem fazer mais nada enquanto a minha mulher dorme no sofá. Pois BASTA! Hoje é o início de algo diferente. Vou ver os novos episódios de LOST e sou capaz de ver uma ou outra série, mas vou começar a fazer mais por mim. A ler mais, a divertir-me mais.
 
Tenho mais bastas, mas esses não são para partilha…. E amanhã já vos digo como correu o resto desta nova demanda.
 
publicado por Ricardo Fernandes às 09:19 link do post
31 de Janeiro de 2010

A minha mulher é um ser estranho. Existe algo em si que não a permite ser como o resto das pessoas, então tem coisas que são obra do diabo.

 

Ela fez anos no dia 19 de Janeiro, mas como a nossa casa não é um palácio, tivemos de fazer várias festas destinadas à "princesa", pois não sendo a casa um palácio, não comporta todos os nossos amigos e fizemos várias festas. Como a lógica dita, quando há falta de tempo os casais dividem-se e um faz uma coisa, o outro faz outra. Assim ela ficou a arrumar o resto da casa enquanto eu fui comprar as bebidas que faltavam, mas houve um problema:  levei o cartão de multibanco dela.

 

Como não sabia o código, ligue-lhe e ela lá me-o disse: "0743" (os números são completamente ficticios). Apontei no meu telemóvel e fui às compras. Quando terminei e estou na fila já com as compras passadas e marco o código para pagar leio - "Código Errado". Ligo-lhe novamente:

 

-Filipa, o código está errado. Qual é o código?

- 0743.

-Esse não dá, não é esse!

-Só pode ser.

-Epá! Não dá!

-Então tenta 4307.

 

Lá tentei. Mas nesse momento já havia uma fila de pessoas a soprar atrás de mim e eu não gosta nada, mas nada mesmo que as pessoas estejam à minha espera por algo tão imbecíl como não saber um código de multibanco. Porém, lá veio o resultado da marcação do código: "código errado". Completmente a espumar-me de raiva, pedi à rapariga da caixa se podia guardar-me as compras enquanto eu iria tentar solucionar a situação nas caixas multibanco de forma a não prejudicar o bom funcionamento do supermercado.

 

- Filipa o código é errado!

- Errado? 

- Eu quando chegar a casa mato-te! Mas quem é que não sabe o código!

- Mas tem de ser esse!

- Epá! NÃO DÁ! JÁ OS TENTEI UMA E OUTRA VEZ E NÃO DÁ! À TERCEIRA A MAQUINA COME O CARTÃO!

- Então não sei mais nenhum e não grites!

 

Despedimo-nos e quando eu já estava, com o rabinho entre as pernas a sair do supermercado, lá me liga ela:

 

- Sim...

- Tenta lá 6307.

- De certeza?

- Não... mas olha se comer o cartão, comeu.

 

Resta dizer que não comeu... que vermelho que nem um tomate, ainda com pessoas da minha altura a serem atendidas, fui lá mais uma vez parar "o trânsito" para levar a minha comida. E que quando cheguei a casa só me deu vontade de rir.

publicado por Ricardo Fernandes às 13:26 link do post
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29 de Janeiro de 2010

Quando resolvi encerrar este blog, nunca se deveu a falta de tempo. É certo que esse e outros são factores importantes na tomada da decisão, mas sempre arranjaria tempo se a vontade permanecesse.

 

Um  blog é sempre de cariz pessoal. Serve sobretudo para alimentar o ego. Pode ser informativo, falar sobre uma temática específico, mas a verdade é que no final do dia o que interessa é o feedback que se tem acerca do mesmo.

 

A determinada altura dei por mim a escrever para o vazio. Ninguém respondia. Visitavam a página, mas ninguém replicava e o meu ego não aguentou. Fazia um blog porque queria ser lido e ter uma voz activa na populaça do cinema, mas este blog não era um Cineblog ou um Cinema Notebook. E como tal aquilo que devia ser saudável e terapêutico, tornou-se um suplício.

 

O “terminus” surge a 20 de Setembro de 2008. Já não tinha vontade, já não queria e definitivamente achava que em vez de alimentar o meu ego, estava a destruí-lo um dia de cada vez. Até o post de despedida só teve 11 comentários entre os quais 1 deles foi meu, e dois foram de publicidade. Pelo que só se confirmou a tomada acertada da decisão.

 

Custou, teve de ser, mas a voz blogueira em mim nunca se calou e se mantive o meu blog fechado, é certo que me mudei de armas e bagagens para outro projecto. O ZB acolheu-me no TV Dependente e essa casa deu-me tudo aquilo que eu precisava. Escrevi sobre aquilo que gostava, escrevi para uma massa que era adepta e participava, mas infelizmente e agora sim por falta de tempo tive de sair do TVD, pelo que o vazio da blogosfera voltou-se a instalar em mim.

 

A nível pessoal também a minha vida mudou imenso desde que parei de escrever em 2008. Casei-me com a minha linda namorada e estamos a viver juntos (com muito pecado à mistura) desde 23 de Maio de 2009. Fiquei desempregado em Agosto desse ano e até Outubro não arranjei nada. Mas há males que vem por bem e partir daí, consegui encontrar um emprego, onde faço aquilo que gosto, sou bem tratado e acima de tudo: ganho mais do que aquilo que ganhava na “cave do desespero”.

 

Também aprendi a tirar fotografias (quer dizer… vou aprendendo), aprendi a jogar Poker e voltei a reencontrar amigos que julgava ter perdido.  

 

Foi um ano e meio repleto de bons e maus momentos, mas foi sobretudo um ano onde aprendi que um blog terá de ter sempre um cariz terapêutico, e se não o tiver, se servir única e exclusivamente para alimentar o ego, bem não fará a ninguém. Especialmente a mim.

 

Agora uma vez justificada a ausência e reabertura o que é que se pretende?

 

- Deixar de ser um blog sobre cinema.

- Não se apoquentem… eu amo todas as formas de cinema, assim como amo séries de TV portanto terá certamente uma componente de cinema.

- Ser um espaço de partilha de ideias, seja de séries, fotografias, textos, exposições, etc, etc.

- Mudar a imagem do blog, por agora fica com este normal da Sapo. Pretende-se ser um blog pessoal.

- Utilizar os novos meios de informação para comunicar :Facebook, Twitter, etc, etc.

 

http://twitter.com/RicarJFernandes

 

http://www.flickr.com/photos/ricardojbfernandes/

 

Sem  mais demoras bem-vindos de volta ao Imagens Perdidas!

 

 

publicado por Ricardo Fernandes às 11:08 link do post
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